14% dos adultos de Rio Claro estão obesos

Em pesquisas realizadas pelo Núcleo de Atividade Física Esporte e Saúde (NAFES), nos anos de 2007 e 2008, 38% da população de Rio Claro está acima do peso (acima de 20 anos) e 14% está em situação de obesidade (acima de 30 anos). Em outro estudo, realizado entre escolares com idade entre 14 e 17 anos, pode-se levantar que cerca de 17% desses jovens atinge os mínimos adequados de atividade física.

Os números são preocupantes, nos últimos seis anos o índice de brasileiros acima do peso foi de 42,7% em 2006 para 48,5%  em 2011. De acordo com a pesquisa do Mistério da saúde, que divulgou também os números dos hábitos alimentares dos brasileiros. O numero de obesos sobe de 11,4% para 15,8% e preocupa já que esse aumento se da cada vez mais cedo, no período da adolescência, onde os hábitos alimentares são essenciais para o crescimento da vida adulta.

Nos últimos anos com o crescimento das redes de fast-food, a falta de atividades físicas, o tempo gasto na frente da TV, computadores e vídeos-game e a mudança nos hábitos diários brasileiros, como almoçarem fora, falta de tempo e propagandas incessantes na mídia que consumam ainda mais gordura, fazem dos jovens os maiores prejudicados. Com a idade entre 10 e 19 anos de idade o numero é de 21,7% considerados obesos.

A jovem de 18 anos Ana de Souza conta como é a luta contra a balança “Eu era muito mais magra nos meus 14,15 anos. Hoje eu fico lutando contra o peso e isso me incomoda, não só esteticamente, mas emocionalmente é difícil manter a forma”.

Ana diz que há uns três meses resolveu procurar ajuda médica para ajudar a recuperar a forma, pois se aventurava em dietas de revista e ficava no efeito sanfona, já que há dois anos passou do sobrepeso para a taxa de obesidade. “Eu não agüentava mais ficar no engorda e emagrece falei com os meus pais e fui procurar ajuda me sinto mal em tantos níveis, canso muito fácil e fico muito irritada por nada.”

Em uma idade tão jovem conta que sofre com as conseqüências do sobrepeso, de problemas físicos a psicológicos e ela não é única, pois esse tem sido o novo perfil dos jovens brasileiros “Eu conheço muita gente que passa pelo mesmo problema, e é complicado porque não é só mais o “gordinho” que come porque quer como muitos acham, é uma doença, é a ansiedade e o julgamento e falta de apoio prejudica.”

Conforme a pesquisa as mulheres são campeãs em consumo de hortaliças e frutas com 35,4% contra 25,6% dos homens acima da idade de 12 anos, é nesse período também que consomem menos leite, refrigerante e feijão. As mulheres também têm um índice de inatividade física menor que a masculina, são 13,9% das mulheres que não praticam esportes contra 14,1% dos homens.
Apesar do aumento no numero de mulheres que sofrem com o excesso de peso, doenças como diabetes, caiu de 3,1% em 2010 para 1% em 2011, na idade entre 18 e 24 anos, mas a obesidade ainda deixa a mulher mais suscetível a problemas cárdicos e de depressão.

Na cidade de Rio Claro existe o programa “Saúde Ativa Rio Claro” coordenado pelo Prof. Dr. Eduardo Kokubun e pela Profa. Dra. Eliete Luciano, do Departamento de Educação Física da UNESP Rio Claro. O programa foi desenvolvido em parceria com a UNESP de Rio Claro e Prefeitura Municipal, financiado pelo Ministério da Saúde, surgiu em 2001 e atende em média 400 pessoas em 16 Unidades de Saúde e uma Unidade Distrital.

Segundo Prof. Ms.Américo Valdanha Netto “A intervenção tem como objetivo aconselhar e promover atividades físicas em prol de uma mudança de comportamento para redução da inatividade e aderência a um estilo de vida fisicamente ativo, atendendo prioritariamente portadores de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, independente da idade.” o programa acompanha pessoas da comunidade a pratica de exercícios físicos com acompanhamento de profissionais de Educação Física, duas vezes por semana, esses alunos praticam não só atividades físicas mas trabalham agilidade, flexibilidade, coordenação motora, força e caminhadas. “Todas as pessoas que são encaminhadas ao programa passam primeiramente por um médico na unidade de saúde escolhida, ao final de toda aula são passadas informações sobre saúde, qualidade de vida, estilo de vida ativo e alimentação saudável.” Diz o Prof. Américo Valdanha Netto. Mesmo com a idade média de 50 anos o programa é para todas as idades.

 

Share

Thais Nascimento

estudante do segundo semestre de Jornalismo da UNIMEP.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*