Ação no CECAP reduz incidência de Aedes aegypti

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Segundo Rodrigo de Proença Guidi, assessor da Secretaria Municipal de Saúde, a iniciativa Aedes aegypti do Bem já obteve “uma redução importante nos níveis do mosquito (…) em comparação com a área não tratada”. Nas próximas semanas espera-se o anúncio de diminuição “ainda maior, próxima da supressão esperada com o projeto, que segue até início de março [de 2016]”. O programa consiste na liberação de mosquitos machos criados em laboratório que, quando cruzados, impedem que os ovos cheguem à fase adulta. Teve início em 02 de março de 2015 no bairro com maior ocorrência de dengue em Piracicaba, o CECAP, e abrange uma área de 54 hectares. Um hectare corresponde, em média, à medida de um campo de futebol.

O mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, Zika e Chikungunya, é combatido por diversas frentes de atuação. Os números justificam o temor: em 2014 Piracicaba registrou 934 casos de dengue e a cidade entrou em estado de alerta. Até o dia 30 de novembro de 2015, a Vigilância Epidemológica confirmou 3667 casos. Segundo a OMS, o estado é de emergência quando a epidemia atinge mais de 300 casos para cada 100 mil habitantes.

A redução ao longo de 2015, porém, coincide com a queda sazonal decorrente do tempo mais frio e seco e tende a aumentar nos meses de calor e chuvas do verão. Rodrigo Guidi ressalta alternativas da Secretaria de Saúde para o confronto ao mosquito, como rotinas de busca ativa, retirada de criadouros, nebulização, arrastões, ações em pontos estratégicos (floriculturas, ferros velhos, borracharias) e imóveis.

Estudos recentes convergem a hipótese do surto de microcefalia em recém-nascidos com os casos de mães que contraíram o vírus Zika durante a gestação. Por ainda não haver confirmação entre um caso e outro a saída ainda é a do embate contra o mosquito transmissor das doenças.

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