ACIDENTES CAUSAM QUATRO MORTES EM DOIS MESES EM NOVA ODESSA

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A rodovia Arnaldo Júlio Mauerberg, que faz a ligação da cidade de Nova Odessa com a Rodovia Anhanguera, foi “palco” de dois acidentes graves durante o segundo semestre de 2015, com a morte de quatro jovens.

O local, que teve o investimento do governo de R$ 13 milhões para duplicação, durante a gestão do prefeito Manoel Samartin (PDT), em 2011/2012, se tornou perigosa pelo fato de muitos motoristas usarem o trevo da empresa Feltrin, para o acesso à Rodovia Arnaldo Júlio Mauerberg no sentido da Vila Azenha pela contramão. A prática flagrada por motoristas e pedestres que transitam pelo local é uma manobra arriscada, porém muito comum, usada por motoristas imprudentes que preferem essa alternativa ao invés de usar o trevo seguinte que fica a cerca de 200 metros.

Na madrugada do dia 9 de agosto, um motorista usou o trevo de entrada do bairro Nossa Senhora de Fátima para acessar a rodovia na contramão, colidindo de frente com outro carro. Três adolescentes, de dezesseis, treze e dez anos que estavam no carro morreram no local.

Acidente na madrugada do dia 9 de agosto (foto: Renato Silva)

Acidente na madrugada do dia 9 de agosto (foto: Renato Silva)

Na manhã do dia 16 de setembro, um motociclista de vinte e nove anos, morreu ao colidir com um caminhão. Segundo o boletim de ocorrência, o motorista do caminhão, que transitava na rodovia pela faixa da esquerda, ao sinalizar com a seta para acessar o retorno, logo sentiu o impacto causado pela motocicleta que vinha em alta velocidade.

Acidente na manhã do dia 16 de setembro (foto: Renato Silva)

Capacete e botas do jovem que faleceu na manhã do dia 16 de setembro (foto: Renato Silva)

De acordo com dados fornecidos pelo gerente do DER Piracicaba (Departamento de Estradas de Rodagem), João David Pavani, o trecho demanda grande atenção, embora tenha traçado favorável, curvas de grande raio, existe alta conurbação ao lado da rodovia. Pavani informou também que nos primeiros dois quilômetros existem três radares e sete lombadas, todos ostensivamente sinalizados. Porém alguns motoristas reclamam que não existe tanta sinalização assim.

Na pista, segundo dados do DER, ocorreram uma morte em 2013, uma em 2014 e quatro em 2015.

O vereador Cláudio José Schooder (PDT), teve aprovado nas últimas sessões, dois requerimentos referentes à segurança na rodovia. Em um dos requerimentos, ele busca informações junto ao DER sobre a implantação de cerca de segurança (guard rail).

O estagiário André Alves de Macedo, que trabalha no bairro Santa Luiza, próximo à rodovia, diz que os acidentes são causados pelo mal planejamento das pistas. “A falta de fiscalização também pecou, pois um dos principais acidentes foi causado por alcoolismo, falta do uso do cinto de segurança e ‘barbeiragem’ dos motoristas. Essa rodovia está se tornando a rodovia da morte”

Giovanna Raquel Gomes da Silva, moradora do bairro Santa Luiza, passou pelo local do acidente de moto, logo após a retirada do corpo, na manhã do dia 16 de setembro. “É importante realizar projetos para melhoria na segurança dos usuários da Rodovia, colocando sinalização para evitar acidentes, como o que os que aconteceram, por exemplo”.

O estudante Leonardo Matheus da Silva, utiliza a rodovia todos os dias, e diz que ela não é mal sinalizada, é malfeita. “As curvas são secas, parecem ‘cotovelos’, não existe área de escape para reduzir a velocidade na hora que fazer o retorno, e quando chove vira uma piscina, já vi alguns carros que rodaram com a aquaplanagem. E durante a noite, falta iluminação”, relatou.

As famílias das vítimas foram procuradas, mas não quiseram se manifestar sobre o assunto.

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Fernanda Juliano

UM COMENTÁRIO

  1. Muito interessante a matéria, muito bem escrita. Parabéns!

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