Água na Praia Azul continua ruim, mesmo sem esgoto

Apesar de Americana não lançar esgoto no lago da Praia Azul, as águas continuam com má qualidade e a expectativa é que a despoluição somente ocorra num longo prazo. O chefe de divisão de tratamento de esgoto de Americana, Guilherme Maziviero, afirma a CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) um laudo que aponta melhora da qualidade de água nos últimos cinco anos, principalmente em relação aos níveis de fósforo, responsável pela formação de algas “podemos considerar um cenário otimista, mas que só veremos o beneficio em longo prazo.”

No município de Americana, todo o esgoto gerado na região da Praia Azul é encaminhado à Estação de Tratamento de Esgoto- (ETE), Atualmente a região possui 99% de coleta de esgotos. O restante se refere a fossas sépticas e geralmente às margens da represa, cuja fiscalização é realizada pela Secretaria de Meio Ambiente.

Segundo Maziviero, todo o esgoto coletado é encaminhado para ETE Praia Azul, que possui um tratamento biológico aeróbio, além do tratamento convencional e ainda passa pela etapa de desinfecção por cloro para a remoção de microrganismos patogênicos. Após  o tratamento e desinfecção o esgoto é lançado em um braço da represa.

A ETE Praia Azul possui uma eficiência média de 95% de remoção de carga poluidora e há pelo menos 5 anos consecutivos nunca apresentou índice de eficiência inferior a 80% (exigido pela legislação ambiental).

Maziviero vem cooperando com pesquisadores da UNESP Rio Claro, auxiliando na coleta do sedimento da represa em diversos pontos para verificar a fauna e contaminação do material depositado no fundo da represa. Ele explica que esse estudo ainda está em andamento e os resultados não foram compilados, mas já puderam perceber que a represa não está em boas condições.

Banhistas ignoram a placa que informando Água impropria para banho. ( Foto :Produção \ EPTV)

Banhistas ignoram a placa que informando Água impropria para banho. ( Foto :Produção \ EPTV)

 

Salto Grande nasceu em 1949, com o represamento das águas do Rio Atibaia para a instalação de uma usina. Às margens nasceram dois famosos espaços de lazer: A represa da Praia Azul (acesso no Km 120 da Via Anhanguera) e a Praia dos Namorados (acesso no Km 124), que eram visitadas até por moradores de outras cidades do Interior. No bairro, foram instalados motéis e boates que são proibidos na região central e o espaço se tornou zona de prostituição, os poucos frequentadores aparecem ocasionalmente nos quiosques aos domingos. A moradora da Praia Azul há 20 anos, Iracema dos Santos, conta que a represa aparenta estar bem poluída, mas não se sabe o gral de poluição em que pode estar.

A represa recebe esgoto de 13 municípios que descartam seus efluentes que acabam por desaguar, entre eles temos: Americana, Paulínia, Cosmópolis, Campinas, Nova Odessa, Sumaré, Valinhos (via ribeirão Pinheiros, afluente do Atibaia) e Atibaia, sendo que esses dois últimos contribuem indiretamente. Ana Tresmondi e Brigida Queiroz, professoras da universidade UNISAL de Americana finalizaram nos dias 28 e 29 de dezembro, um estudo sobre a qualidade da água da represa, os resultados mostram que a represa está Hipereutrofizdas, com muitas algas e cianobactérias e também macrófitas 

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Gabrieli Emboaba

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