Alimentação: estudos associam corantes com quadros de asma, dermatites e câncer

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Amarelo crepúsculo, vermelho bordeaux S e amarelo tartrazina. Você pode não saber o que esses nomes significam, mas eles provavelmente estão mais presentes na sua vida do que você imagina. Usados amplamente como corantes pela indústria alimentícia, esses nomes, de acordo com a nutricionista e docente da UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), Maria Lúcia Polônio, podem estar ligados a quadros de asma, urticária, dermatites, hiperatividade e câncer. A pesquisadora carioca conduz na UNIRIO estudos sobre alimentos industrializados por meio de análises bibliográficas de estudiosos norte-americanos.

Para a especialista, esses são os tipos de aditivos usados pela indústria de alimentos processados mais nocivos à saúde, e são muito usados inclusive na alimentação infantil. “A presença desses aditivos na maioria dos produtos alimentícios aumenta a vulnerabilidade da criança para estas doenças”.

Além dos corantes, a nutricionista destaca ainda o uso de realçadores de sabor, antioxidantes e conservantes pela indústria alimentícia como outros tipos de aditivos químicos que podem ser prejudiciais à saúde: “Estes tipos de aditivos podem desencadear alergias, e câncer quando consumidos em quantidades excessivas. Como uma grande variedade de produtos industrializados tem esse aditivo, o risco à saúde existe”.

Entre esses outros aditivos químicos, destacam-se o ciclamato de sódio, aspartame, nitritos, nitratos e o Butilhidroxitolueno. O ciclamato e o aspartame são adoçantes usados pela indústria na produção de sucos artificiais, gelatinas, iogurtes, refrigerantes “zero”. A nutricionista Heloísa Parlatore confirma a associação desses aditivos químicos a doenças: “Se consumidos a longo prazo e em grandes quantidades, [esses alimentos] podem ajudar no desenvolvimento de alguns tipos de câncer”.

Como viver bem consumindo esses tipos de alimentos? Para Maria Lúcia Polônio, “o importante é limitar o consumo de alimentos industrializados ultraprocessados, e consumir o máximo de alimentos in natura, como por exemplo, consumir a fruta ou o suco natural da fruta, no lugar do suco industrializado”.

Polônio ainda comenta sobre as embalagens dos produtos, que, segundo ela, “não é clara”, contribuindo para o desconhecimento da população sobre os possíveis danos a saúde desses alimentos. A docente ainda destaca que “a indústria sempre tem a opção de utilizar uma matéria prima melhor em seu produto”, tornando os industrializados menos nocivos.

Maria Lúcia ressalta que, acima de tudo, “devemos partir do princípio que a promoção da saúde de ser pautada nos princípios de uma alimentação saudável, que é aquela constituída por todos os grupos de alimentos. Os alimentos ultraprocessados deveriam ser consumidos em pequenas quantidades e eventualmente”.

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Saulo de Assis Saes Neto

Graduando em Comunicação Social: Habilitação em Jornalismo pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP). Contato: neto03@gmail.com

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