Alunos do 8º semestre de Jornalismo exibem documentários

A 12ª Mostra de Documentários do Curso de Jornalismo da UNIMEP (Universidade Metodista de Piracicaba) trouxe sete trabalhos desenvolvidos pelos alunos do último ano, na sexta-feira (28), no Auditório Verde. Os documentários abordam temas variados e a professora e coordenadora da produção, Ana Maria Cordenonssi, comentou que o objetivo é alcançar o público através da mensagem que há em cada um dos trabalhos.IMG_7077 (1)

“Nos dois primeiros meses eles têm uma fundamentação teórica sobre roteiro, sobre os tipos de documentário, questões éticas e depois nos dois meses seguintes a gente trabalha a produção mesmo”, explicou Ana Maria.

“Quimbol, de Piracicaba para o mundo” traz a história de um esporte que surgiu na década de 40 numa fazenda na divisa com o Paraná, mas que foi oficializado só na virada do milênio em Piracicaba e, em 2004, ganhou título de identidade cultural nacional.

“Beleza particular” parte do princípio de que a beleza está nos olhos de quem vê e de que o conceito do que é belo varia de pessoa para pessoa para mostrar que não se pode adotar um padrão único. E mais que isso, não só a definição de beleza é particular, mas também a forma como o indivíduo se apropria desse conceito para a própria vida.

“Amazonas, uma dádiva de Deus” mostra como vivem algumas das comunidades ribeirinhas do Alto Rio Negro, a dificuldade, simplicidade e o amor pela terra. O principal foco da reportagem é despertar no público a atenção para a importância da preservação da natureza.

“Os sertões do Mandela” traz o acampamento Nelson Mandela do MST, em Piracicaba, sob a ótica de quem optou por viver ali. Dificuldades, rotinas, visões de mundo e os sonhos. A Terra, o Homem e a Luta, capítulos da obra Os Sertões de Euclides da Cunha, norteiam esta história.

“Somos família” aborda as novas configurações de família, por meio do relato de pessoas que estruturaram um lar fora do padrão tradicional: união homoafetiva, filhos adotivos e mãe e pai independentes. O objetivo é refletir sobre essas novas modalidades familiares que se desenvolveram ao longo do processo de histórico da sociedade.

“O amor em quatro patas” aborda a importância da adoção de animais abandonados, maltratados e deficientes. Traz depoimentos de pessoas que se envolveram com a causa animal e trabalham para tornar a existência destes animais mais feliz, buscando um novo lar ou abrigando-os em suas casas ou canis.FullSizeRender (2)

“Frutos da terra” mostra a rotina do caipira, desde o nascer até o pôr do sol, as tarefas diárias e os costumes já esquecidos ou desconhecidos por quem enfrenta a atribulada vida nas grandes cidades. A vivência do personagem central, que trabalhou na cidade e depois optou por viver num sítio, mesclada com a opinião de especialistas e de estudiosos do assunto.

O aluno Lucas Jacinto,que participou da produção de “Sertões do Mandela”, contou que a escolha do tema veio de contatos anteriores que os participantes tiveram com o Movimento Sem Terra (MST), e o objetivo é divulgar a luta diária dessas pessoas. “A gente fez visitas, explicamos para eles como funcionaria nosso trabalho e deixamos claro que não íamos explorá-los. E esse trabalho atinge a principal função de um documentário, que é ser educativo, ele explica de uma forma didática como funciona um acampamento dos sem terra”, destacou Lucas.

A mostra contou com a presença de alunos, pessoas que foram entrevistadas nos documentários e docentes da universidade. “A expectativa é muito grande em relação à reação do público ao ver a exibição dos documentários, na avaliação da qualidade e da escolha do tema”, disse o coordenador do curso de jornalismo da universidade, Paulo Roberto Botão. FullSizeRender (3)

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