Animais peçonhentos incomodam condôminos

Um terreno vazio e uma construção inacabada na rua Arquiteta Suely Fior Godoy, condomínio Terras de Santa Elisa, em Limeira, vêm servindo de abrigos para animais peçonhentos como escorpiões e aranhas. Os moradores da rua já fizeram reclamações à diretoria do condomínio, mas nada mudou. Continuam encontrando os animais em suas garagens e nas soleiras de suas portas.
A dona de casa e vizinha do terreno, Cláudia Aparecida Pedron, 58, conta que, frequentemente, é obrigada a matar aranhas e escorpiões em sua residência. “Eles são muito perigosos e aparecem na cozinha, nos quartos e na sala.” A dona de casa já solicitou limpezas no terreno, porém foi atendida apenas uma vez quando funcionários do condomínio chegaram a cortar o mato e remover entulhos. “Não adianta limpar uma vez a cada seis meses”, contesta.
“Deve haver uma regularidade de mês em mês para que o mato não cresça muito e a sujeira não acumule. Agora que não há mais galinhas d’angola no condomínio, o número desses animais perigosos aumentou.”

Interior de construção abandonada repleto de entulho – Foto: Matheus De Munno Durante

Já o professor Edson Santos Cavinatto, culpa os pedreiros da rua por jogarem restos das obras em que trabalham no terreno. “Esse terreno está abandonado, declara. “Faz anos que os proprietários não o visitam e não mexem nele, por isso muitos pedreiros das obras próximas se sentem seguros em usá-lo como depósitos para seus entulhos. Hoje ele está limpo, mas até semana passada estava cheio de tábuas e tijolos inutilizados.”
O zelador do condomínio, Ademar Souza Neto, 47, foi procurado e disse que essa é uma situação complicada, pois as construções inacabadas são propriedades de seus donos e não podem sofrer modificações sem a autorização direta deles. “Se eles não querem ou não podem terminá-las, nós não podemos fazer nada”, afirma.
Questionado sobre o terreno e o caso da condômina Cláudia, o zelador defendeu-se e respondeu que não é obrigação da diretoria livrar os terrenos do mato e deixá-los apenas com a superfície de terra, e sim do proprietário. “Quando a situação requer a nossa intervenção, entramos em contato com o sujeito e lhe informamos que seu terreno precisa ser limpo. Cabe a ele decidir se irá colaborar ou não”.
Ademar também citou as placas de aviso que foram postas recentemente nos terrenos e o efeito positivo que elas estão causando, pois, segundo ele, hoje é muito mais difícil alguém atirar podas, lixos e entulhos nessas áreas abertas.

O terreno desocupado da rua Arquiteta Suely Fior Godoy, é um dos poucos que, com a placa de aviso, se mantêm aparentemente limpo – Foto: Matheus De Munno Durante

O zelador aproveitou a entrevista e informou que novas galinhas d’angolas serão espalhadas pelo condomínio, já que as que foram soltas no inicio do ano desapareceram aos poucos devido a ataques de gatos de rua.

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