Ansiedade e medo: síndrome do pânico

Atualmente o mundo muda muito rápido e está cada dia mais conturbado. Doenças e traumas que impossibilitam o corpo de funcionar corretamente são cada vez mais frequentes. E mais comuns ainda são as doenças que afetam não só o físico, mas o emocional, como a síndrome do pânico e a depressão. Médicos orientam que caso você perceba que está tendo crises de ansiedade fora do normal ou medos que surgem de repente, você pode estar com “pânico”.

O pânico (ou síndrome do pânico) é causado por uma ansiedade patológica e tal tipo de ansiedade pode surgir a qualquer momento. É bom lembrar que a ansiedade é um estado emocional natural do ser humano, mas se torna preocupante quando começa a causar sofrimento psicológico e físico. Procurada para falar sobre o assunto, a psicóloga Sílvia Scarassatti diz que a doença não é “adquirida”, mas pode derivar de uma situação traumática onde a pessoa sentiu um medo muito grande. “Muitas vezes, por mais que se investigue, é difícil descobrir o sintoma inicial das crises” diz ela.

A maioria dos pacientes descobre ter a doença na idade adulta, mas não foi o que aconteceu com Ana Paula Carmignani Melloto, professora da rede pública de ensino afastada há sete anos por causa da doença. “Aos 17 anos me sentia mal, não conseguia fazer tarefas mais simples como levantar da cama, comer ou até mesmo tomar banho. Quando as coisas começaram a ficar sérias eu resolvi procurar um médico. Contei dos sintomas, ele me indicou uma psicóloga e então descobrimos que eu tinha a síndrome do pânico”. Segundo Ana, uma das piores sensações da doença é a sensação de morte. “É horrível. Você sabe que faz parte da crise, mas é algo tão ruim que você realmente acha que vai morrer”.

A psicóloga Sílvia também diz que além da sensação de morte, outros sintomas comuns são: taquicardia, sentimentos de indiferença, despersonalização, náuseas, calafrios e dificuldade de respirar. “O pânico é uma doença traiçoeira, pois o paciente pode ter nova crise se lembrando de uma crise do passado”. Pesquisas médicas comprovam que casos de depressão e pânico podem afetar mais mulheres do que homens e que usuários de droga ou alcoólatras, de ambos os sexos, estão mais aptos a desenvolver a doença.

No entanto, Sílvia diz que a doença tem tratamento. “O controle é feito com terapia cognitiva associado com o uso de medicamentos propriamente feitos para a síndrome do pânico. É até mais aconselhável que o paciente procure um psiquiatra assim que descobrir a doença. O tratamento psicológico com um profissional pode ser um pouco desconfortável e frustrante ao paciente devido a exposição a situações que provocam o pânico, mas com o passar das sessões o paciente aprende o autocontrole”, explica a psicóloga.

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2 comentários em “Ansiedade e medo: síndrome do pânico

  • 20 de setembro de 2013 em 0:17
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    Muito boa a reportagem, adoreeei 🙂

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  • 20 de setembro de 2013 em 16:15
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    Ótimo texto, muito interessante. Parabéns!

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