Apae Araras adere a movimento nacional contra fechamento

A Apae de Araras aderiu ao movimento que repudia a decisão da Conae (Conferência Nacional de Educação) de atender crianças e adolescentes, de 4 a 17 anos, somente em escolas públicas. A decisão resultaria no fechamento das Apaes, que atendem crianças portadoras de necessidades especiais. “Os pais não aceitam, porque a Apae oferece um trabalho de excelência”, explica Iraci Barbosa, diretora da unidade ararense.

Unidade ararense mantém projetos pedagógicos e oficinas, atendendo crianças e adultos (Foto: Carolina Carettin)

Unidade ararense mantém projetos pedagógicos e oficinas, atendendo crianças e adultos (Foto: Carolina Carettin)

No dia 14 de agosto, a Apae aderiu ao ato nacional contra o fechamento das escolas e realizou manifestação em frente a sua sede na Avenida Washington Luís. Conforme veiculado no jornal Tribuna do Povo, a Prefeitura teria impedido a distribuição de panfletos, informação rebatida pela diretora. “É incabível! A Prefeitura é parceira da Apae. Não sei de onde tiraram isso”, diz. Agora a mobilização continua com força nas redes sociais.

A comoção pela cidade foi tão grande que a vereadora Anete Monteiro dos Santos Casagrande (PDSB) protocolou moção em repúdio ao fechamento das Apaes de todo o Brasil no dia 19 de agosto. O documento teve o apoio de vários vereadores da Câmara e será encaminhado ao Ministério da Educação, à Federação das Apaes do Estado de São Paulo, à Apae de Araras e à Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência de Ribeirão Pires).

O projeto do Plano Nacional de Educação foi encaminhado pelo Ministério da Educação ao Congresso em 2010. Depois da aprovação na Câmara, foi alterado no Senado. O texto pode receber vetos da presidente Dilma Rousseff (PT). Ao mesmo tempo em que prevê a universalização do ensino, o PNE pretende investir em recursos que permitam que os alunos com necessidades especiais possam estudar no sistema público de ensino, fomentando a inclusão social.

A instituição ararense foi fundada em 1969 e, atualmente, atende 248 pessoas entre a escola e o Sítio Arco-Íris, que oferecem oficinas de dança, música, canto, artesanato, entre outras. A unidade também já recebeu prêmios pelo excelente trabalho prestado à população e é reconhecida como modelo para outras unidades.

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