Associação apresenta histórias com amor

“Era uma vez um grupo de pessoas que, de jaleco branco, de bolsos coloridos, saiu ao encontro de crianças nos leitos de hospitais para apresentar o mundo da imaginação a partir de histórias”. Essa narrativa aconteceu em setembro, com uma turma de 21 voluntários, que se formou para o projeto da Associação Viva e Deixe Viver. Durante quatro sábados, o grupo recebeu orientações de integrantes do projeto sobre a atuação nos hospitais, o ato de contar de histórias e a responsabilidade de levar alegria às crianças internadas em unidades de saúde.

A entidade sem fins lucrativos treina e capacita os futuros contadores de histórias para atuar em hospitais, levando a humanização a crianças e adolescentes. Uma pessoa é denominada cabeça-de-chave para cada grupo de voluntários, a fim de coordenar a equipe. Em Limeira, Valdeneide Bürger é responsável pelos voluntários na Santa Casa de Misericórdia. Para ela, por meio do Viva é possível contribuir para a formação das crianças. “Plantar uma semente de esperança nos corações das crianças hospitalizadas, a partir de momentos mágicos, cheios de imaginação, sonhos e, principalmente, superações”, afirmou Valdeneide.

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O objetivo é levar humanização por meio das histórias dos livros

Para tornar-se um voluntário não são exigidos muitos requisitos, é preciso ter no mínimo 18 anos e gostar de contar histórias. A cabeça-de-chave afirma que um dos desafios, no entanto, é quanto ao trabalho, como compromisso constante e não apenas como participação. Ela afirma que o voluntariado pode ser resumido em atitudes de amor, que visam “transformar um sonho em realidade”, por isso ressalta a responsabilidade: “é um compromisso que deve ser realizado com dedicação”.

A assistente social Natália Ramos, recém-formada pelo Viva, relata que sempre teve interesse em ajudar as pessoas, sendo este foi um dos motivos para escolher sua profissão. “Conhecer para contribuir com uma sociedade melhor”, assim ela define um de seus anseios quando ingressou na faculdade de Serviço Social. “O Viva vem oferecendo um projeto brilhante às crianças hospitalizadas e por isso senti muita vontade de fazer parte”, afirmou sobre o interesse na causa.

Ela define o ato de contar histórias como a descoberta de que “há um mundo novo”, apresentado aos ouvintes em cada frase. “As histórias fazem com que elas se esqueçam por alguns instantes de sua situação”, comenta. A identificação com a causa se deu de outra maneira para a consultora empresarial Janete Dibbern Travaini. O contato pessoal em ambiente hospitalar despertou nela o desejo de amenizar os momentos difíceis em uma internação. Janete diz que o fato de se dedicar à causa, em princípio, tem por objetivo “levar algo de si para o outro”. “Mas a interação traz tantas alegrias para nós, voluntários, que nós também saímos preenchidos”, declarou.

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Turma de voluntários, em Limeira, na formatura do projeto da Associação Viva e Deixe Viver

 

971407_614733101882137_2043411878_nA Associação Viva e Deixe Viver existe desde 1997, por iniciativa de Valdir Cimino, que tinha a intenção de transformar a estada de crianças nos hospitais, em momentos de mais alegria. Após a instituição do Viva, o projeto vem agregando voluntários que compartilhem do objetivo central.

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