Atletas competem no 1º Torneio Judô Para Todos em Americana

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O 1º Torneio Judô Para Todos, realizado pela Secretaria de Esporte, Lazer e Saúde de Americana, reuniu cerca de 100 atletas com deficiências intelectuais ou motoras no dia 23 de novembro, na Praça de Esporte Marco Antônio Gobbo. Entre os judocas estavam João Vitor Ferreira, o 1º Campeão Mundial de Judô Paradesporto, e o sensei Felipe Reis, o 1º faixa preta do estado de São Paulo.

Judocas segurando suas medalhas (foto: Letícia Santin)

Os judocas se mostravam ansiosos para competirem e antes de começar o torneio, brincavam entre eles e praticavam movimentos do esporte. Durante o torneio, pais e responsáveis acompanharam de perto os atletas durante as performances, encorajando-os durante os golpes e comemorando, mesmo quando não havia vitória. Quando venciam, alguns atletas corriam os olhos até acharem aqueles que vibravam com eles durante as lutas para esboçar o mais espontâneo sorriso.

Um dos atletas era Caio Antônio. Entusiasmado por encontrar colegas, revelou seu sonho de competir nas Olimpíadas. O judoca começou a praticar o esporte em 2015 e participou da 14ª Edição do “Days of Sports as Integration and International Judo Meeting” em Ravena, na Itália, em 2016. A comitiva que representou o Brasil naquele torneio conquistou o 2º lugar na classificação geral dos países, com um quadro de 5 medalhas de ouro, 4 de prata e 6 de bronze.

Mães posam para as fotos junto aos filhos recebendo medalhas (foto: Letícia Santin)

Outro atleta, entre os mais de 90 inscritos no torneio, era Vitor Sica, de 11 anos, que começou a praticar judô aos quatro anos de idade. Seu pai Marcelo diz: “se deixar ele pratica o dia inteiro”. Para o pai, competições como essa são importantes porque reúnem outros atletas, incentivam os pais a levarem seus filhos deficientes, “a ver que tudo bem ver o filho cair, levantar e aprender”.

Inclusão, desenvolvimento da participação, bem estar e socialização das pessoas com deficiência são alguns dos objetivos do torneio. O sensei Júnior Surassi, idealizador do torneio, conta que a ideia surgiu de um treino e foi realizado com a ajuda de Apaes. Surassi conta que a intenção é proporcionar aos atletas o espaço que já deveria ser deles.

Luta entre os irmãos Felippe Reis e Rogério Reis

As divisões das lutas foram feitas em grupos de quatro atletas que têm aproximadamente mesmo peso e idade em que todos lutam contra todos. Algumas adaptações de regras são feitas para proporcionar melhores condições para os judocas. O árbitro Heitor Santurbano explica que no Judô Para Todos se os atletas saem da área a luta é interrompida e conduzida para o centro novamente sem haver falta. Existem também proibições de golpes que possam machucar os atletas como abraçar o pescoço e projeções pelo quadril. O tempo da luta é adaptado para dois minutos.

O sensei Giovani Ferreira contou que durante os treinos é ensinado um lema aos judocas: “nós queremos que vocês façam amigos e divirtam-se”.

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Letícia Santin

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