Autismo e Inclusão: Um desafio diário!

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O autismo é uma síndrome que compromete importantes áreas na vida da criança sendo elas a socialização, comportamento e comunicação. Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde existe no mundo cerca de 70 milhões de autista e no Brasil a estimativa é de dois milhões. Por não apresentar nenhuma característica física, a doença não levanta tanta suspeita, por isso, na maioria das vezes o autismo só é identificado por volta dos primeiros anos de vida, quando os pais ou os médicos percebem que a criança não tem o mesmo desenvolvimento das demais.

Para os país no começo é difícil aceitar a situação, ainda mais por não saberem ao certo como lidar com o filho, a divulgação do autismo é bastante falha e resta a eles procurarem informações e apoio em livros, internet, associações entre outros. “Quando o médico falou que o Caio é autista, fiquei sem saber o que fazer, porque eu não sabia nada sobre isso. Eu fiz pesquisas e procurei outras mães para aprender a cuidar do melhor do meu filho”, conta Marcela Carina Martins,35 anos, mãe do Caio, 9 anos.

A demora para o fechamento exato do diagnóstico também é uma questão que preocupa a família, no caso do filho de Luziane Moura, 25 anos, não demorou para a pediatra desconfiar o João Eric, 8 anos, é autista, na época ele era um bebê de 7 meses. Foi realizada uma série de exames até chegarem ao resultado, “fizeram exame de visão, de audição, mas o diagnostico do meu filho só foi fechado quando ele já tinha 3 aninhos, ele é autista”, diz a mãe Luziane.

Já o caso da enfermeira Alessandra Palacio, 36 anos, foi ela mesma quem desconfiou que seu filho Davi, 12 anos, é autista, a mãe havia assistido filmes sobre o assunto, notou que o filho não estava se desenvolvendo como uma criança da idade dele, e observando algumas características típicas do transtorno – eles não mantêm contato visual e geralmente não falam – foi atrás de informações na internet e conversou com o pediatra, o diagnóstico foi comprovado quando ele tinha três anos. Alessandra conta que leva o filho para todos os lugares e que não tem diferença entra a forma que educa Davi e sua irmã mais nova “Eu não consigo sentir diferença de educação entre um e outro quando preciso ser mãe e rígida sabe, é normal, é uma criança normal”, relata Alessandra.

Toda criança precisa de atenção, carinho e paciência, com o autista esses cuidados devem ser redobrados. Muitas vezes eles não se comunicam através da fala, mas compreendem perfeitamente o que está acontecendo ao redor, devido a isso, os pais devem explicar devem conversar bastante com seus filhos.  Angélica Victor, 23 anos, é mãe da Ana Emanuelly, 4 anos, ela conta que a menina é carinhosa, mas que precisa falar tudo para sua filha, deixar as coisas bem claras e até quando vai pentear os cabelos da Ana a mãe precisa avisar, “a Aninha é perfeita, eu amo minha filha, mas tudo o que preciso fazer tenho que conversar com ela antes”, diz Angélica.

Em geral, faltam profissionais especializados e capacitados para atender os autistas, as pessoas não tem conhecimento da doença e isso contribui para o preconceito, que o autista e seus familiares sofrem no dia a dia. Justamente por isso, no final ano de 2007 a ONU – Organização das Nações Unidas criou o “Dia da Conscientização do Autismo”, comemorado todo dia 02 de abril, os prédios se iluminam de azul, a cor foi escolhida, pois a cada cinco autistas, quatro são meninos. O objetivo é conscientizar a população a respeito da síndrome, para diminuir os preconceitos e principalmente para que os pais que suspeitem que haja algo de diferente com o filho procure a ajuda de um especialista para um diagnóstico preciso. O autismo não tem cura, porém os tratamentos são necessários, pois ajudam a criança no seu desenvolvimento social e melhora seu bem estar.

Reportagem: Thais Alves e Yasmin Obrownich

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