Batalha central de RAP comemora 7 anos

Comemorando sete anos de existência a Batalha Central reuniu crianças, jovens e adultos em um evento de RAP, na praça José Bonifácio, no domingo 24 de abril. A Batalha Central é um evento que reúne MC’s do município de Piracicaba e do estado de São Paulo no segundo domingo do mês em disputas de rimas improvisadas com a presença de jurados.

Primeira Fase.
Batalha Central 7 Anos | Theu x Anthony | Primeira fase.

Nesta edição comemorativa, 16 MC’s participaram das disputas da primeira fase. Onze representavam o munícipio de Piracicaba e os outros cinco representando a região. O evento também contou com a realização de dois pocket show (shows de pouca duração), um do grupo De Buenas Crew de Piracicaba e outro do rapper e MC convidado Helibrown.

De acordo com os organizadores e fundadores da Batalha Central, Daniel Garnet e Robson Peqnoh, um dos motivos para a criação da Batalha Central em 2009 foi trazer a retomada do RAP em Piracicaba que estava passando por um hiato. “Batalha de mc`s era o que estava tendo de mais notório na cena RAP de um modo geral, digamos que até hoje é assim, com algumas variações de localidade”, disse Garnet.

Público reunido assistindo: Pixain x Jó | Primeira fase

A Central, como os participantes chamam o evento, marcou uma era desse segmento musical na cidade. Segundo Peqnoh, graças a ela o RAP ganhou uma nova forma e o movimento ganhou novos adeptos. O que começou com um pequeno público, hoje expandiu para um público difícil de contabilizar. “A Batalha só existe graças a todos que acreditaram no todo e no que podemos realizar juntos”, afirmou Peqnoh.

Daniel Garnet conta que não achou que A Batalha duraria tanto tempo, pois foram três anos testando lugares, horários e com pouco público até que o evento começasse a render bons frutos. Para os organizadores é um orgulho imenso ver todo o esforço ser recompensado com grupos e MC’s. “Sinto o quanto foi importante manter tudo funcionando mesmo em tempos difíceis, foi o que fez o evento chegar onde chegou”, completou Garnet.

O semifinalista Fábio Pulcino de 20 anos, mais conhecido como Afrow, começou a participar das batalhas com 16 anos e representa Piracicaba na Liga Nocaute, em São Paulo. Afrow comentou que desde que conheceu o evento sempre quis participar. O MC frequentava o grupo Tom da Realidade “Eu entrei fazendo as batalhas, criei um grupo e fiquei 2 anos com ele, além das batalhas eu estou dentro da música, ou seja, no RAP”. Hoje se dedica a carreira solo.

Mas o vencedor da noite foi o Helibrown, de 25 anos, que foi convidado especial dos organizadores para fazer o pocket show do seu EP. Helibrown batalhou representando a Batalha da Santa Cruz, realizada em São Paulo, quando iniciou sua carreira musical, e hoje é organizador e mestre de cerimônia. Helibrown comentou que é compositor também, porém prefere os improvisos. “Porque o improviso ele é uma arte visceral ali, que não tem como você apagar na borracha e repensar. ”

De acordo com os organizadores, A Batalha Central é uma parceria com a casa do HIP HOP que fornece os equipamentos de som para a realização do evento, e há outra equipe responsável pela divulgação e organização intitulada como U Seu Cranio Trinca.

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