Cachorro ganha carinho de família, mas continua na rua

No distrito de Artemis, em Piracicaba, uma situação um tanto quanto inusitada vem acontecendo há algum tempo. Jorge Oliveira, morador do bairro, abriga na calçada de sua casa um cachorro de rua, o qual alimenta e já deu até uma casinha. O cachorro vive na calçada da casa há quase 10 meses, e parece não ter a mínima intenção de se mudar. Até mesmo um nome já ganhou: Negão.

De acordo com os moradores do bairro, o cachorro vira-lata late para qualquer pessoa que passa pela calçada ou tente se aproximar demais da casa. Muitas vezes, os moradores são surpreendidos com o latido do cachorro mesmo estando do outro lado da rua. “Ele só late mesmo se achar que alguém quer entrar na casa. Eu mesmo já passei a mão nele duas vezes”, defende o morador Daniel Ferraz, que reside a dois quarteirões da casa onde o cachorro fica.

O cão intimida pelo seu porte grande e pelo latido grave. Quando questionado sobre o perigo que o animal pode oferecer caso alguém se aproxime demais da casa, Oliveira afirma que se responsabilizaria pelo incidente. O professor universitário diz ainda que é um defensor das causas animais e jamais abandonaria o cão em um momento de necessidade, assim como o cão jamais abandonou a casa dele nesse período.

A casinha foi montada foi Jorge, há 10 meses.
A casinha foi montada por Jorge, há 10 meses.

Apesar de o animal ser muito bem cuidado por Oliveira, isso não garante a legalidade da situação. O Centro de Controle de Zoonoses de Piracicaba informou que se o animal for cadastrado no projeto Cão Comunitário, oferecido pela prefeitura, a situação do cachorro será legalizada.

O projeto tem como objetivo ajudar as pessoas que querem adotar um animal, porém não têm espaço e condições dentro de casa. Esse animal, apesar de viver na rua, deve ter água e comida sempre à disposição e também ter um dono legal, que se responsabilize por ele. Um veterinário vai até o local, avalia o cão e autoriza ou não a adoção comunitária.

Negão ainda não passou pela avaliação de um veterinário e não participa do projeto “Cão Comunitário”. O professor universitário Oliveira garante que não tem espaço para o cão dentro de casa, pois já possui dois outros cachorros. Mas adiantou que providenciará o quanto antes o ingresso de Negão no projeto da prefeitura.

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