Casa abandonada em Americana traz transtornos a comerciantes

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Casa abandonada na esquina entre as ruas Benjamim Constant e Dom Pedro II em Americana - Foto: Walkiria Pompeo

Um imóvel abandonado no Centro de Americana vem causando desconforto aos comerciantes da região. Mau cheiro, presença de moradores de rua, pragas urbanas e a estrutura comprometida estão entre as principais reclamações.
A casa, desabitada há seis anos, fica na esquina entre as ruas Benjamim Constant e Dom Pedro II, próxima a importantes pontos comerciais do Centro. Mas não é sua questão estética que inquieta os comerciantes. Cícero Sena, dono da Eletrônica Central das Antenas, afirma que teve sua loja assaltada três vezes, todas elas pelos fundos “A casa faz fundo com a loja” conta ele, “Nós fomos assaltados, a Manduri aqui ao lado foi assaltada”.
O excesso de lixo também é uma preocupação. Segundo Antônio Geraldo Giubbina, responsável pela Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde, a falta de limpeza nesses locais pode facilitar o aparecimento de pragas urbanas e animais peçonhentos, como também acúmulos de água que possam vir a ser foco de proliferação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue.
“A estrutura, também é perigoso cair, porque tá rachado, tá trincado” citou Alex Teixeira da Silva, da Refrigeração Santa Rosa, em frente ao imóvel “É um risco sim”. O muro virado para a Rua Dom Pedro está cedendo e grande parte da estrutura da casa já não está mais no lugar.

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Muro cedendo em direção à rua D. Pedro II - Foto: Walkiria Pompeo

Paulo Garcia, fiscal da Unidade de Serviços Urbanos, explica que o imóvel está em uma área de escoamento de água, o que ajuda a comprometer a estrutura da casa “Não seríamos as pessoas corretas para avaliar os riscos, seria necessário um engenheiro” explica Garcia, “E por causa da água, seria importante essa avaliação”.
A casa, outrora pertencente à Calma Rosário Santos, hoje se encontra em processo de inventário. Dos três filhos, dois já faleceram, passando aos filhos e deixando o imóvel com mais sete herdeiros. Segundo um deles, Rodrigo Augusto Rosa, “assim que ficamos sabendo da terceira multa, fizemos uma limpeza no local”, se referindo as notificações emitidas pela prefeitura e que vieram a se tornar multas. “Todas as medidas cabíveis foram feitas”, disse o herdeiro.

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Casa antes e depois da limpeza e furtos - Foto: Google Satélites e Walkiria Pompeo

Rodrigo também conta que a casa estava lacrada e foi invadida por moradores de rua, além de ter sido depenada. As portas, janelas, telhado e portão do imóvel foram furtados.
A demolição é inviável pela falta de consenso entre os herdeiros. A medida solicitada à  justiça foi a venda a compulsória do imóvel e o dinheiro depositado em juízo, mas até a publicação da matéria ainda não havia nenhuma decisão do juiz.

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