Caso de maus tratos sensibiliza cidadãos

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Aproximadamente 50 pessoas presenciam a leitura do manifesto por Monica Faria

Protestante ouvem à leitura do manifesto escrito pela Organizadora Monica Faria - Foto: Jéssica Rodrigue

 

Aproximadamente 50 pessoas se reuniram, na manhã do último dia 05,  na praça José Bonifácio, no centro da cidade de Piracicaba, para protestar contra casos de maus tratos aos animais, em especial o caso do rottweiler Lobo, arrastado por cerca de um quilometro pelo seu dono, Cláudio César Messias, no feriado de finados. O protesto organizado por Monica Faria, buscou pressionar as autoridades para que haja uma punição ao agressor, baseada na lei federal 9605/98, que em seu artigo 32, pune maus tratos com detenção de três meses a um ano e multa, e também alertar a sociedade contra todo tipo de violência à animais. No manifesto escrito e lido pela organizadora, pede-se que “as autoridades se atentem para esses crimes cada vez mais freqüentes, tornando-os hediondos e inafiançáveis”.
Para Monica, Cláudio César Messias, é uma pessoa “infeliz, que não tem caráter, não tem sentimento. As pessoas têm o direito de não gostar de animal, mas se não vai gostar, não vai tratar bem, vai querer matar um dia, não tem que ter animal, não pode ter animal”, diz. Segundo ela, sua punição deveria ser um exemplo a nível nacional, “punindo com todo rigor esse cidadão, com multas pesadas e custeando todo o tratamento do cão.”

 

Lê-se na plaquinha: "Por que sua vida vale mais que a minha?"

Cadela da protestante Analu de Oliveira - Foto: Jéssica Rodrigues

Outra manifestante que esteve presente é Analu de Oliveira, que levou consigo sua cadela com uma placa pendurada no pescoço, em que se lia: “Por que sua vida vale mais que a minha?”. Para ela “falta as pessoas se colocarem no lugar dos animais, porque só sentindo o que o animal sente para as pessoas começarem a ter piedade por eles. Porque eles não têm voz, por isso as pessoas acham que eles não sofrem, mas sofrem tanto quanto a gente”.
O cão Lobo, sofreu fraturas e escoriações e, devido a uma parceria firmada com o CCZ (Centro de Controle de Zoonozes), está sob a tutela da ONG Vira Lata Vira Vida. O veterinário responsável pelos cuidados com Lobo, é Armando Frasson, profissional voluntário da ONG. No dia seguinte ao acidente foi realizada uma cirurgia para tentar salvar a pata dianteira direita do animal, que sofreu fratura exposta e rompimento do ligamento. Porém, no dia 07, a pata teve que ser amputada, pois não respondeu bem a cirurgia e não recuperou o fluxo normal de sangue. Treze dias após o acidente, o cão Lobo faleceu, segundo a ONG responsável pela sua guarda, “por complicações no seu quadro clínico”.

 

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Elisabete Alhadas

Aluna de Jornalismo da UNIMEP bete_alhadas@hotmail.com elasantos@unimep.br

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