CEI DAS RECEITAS OUVE NOVAS TESTEMUNHAS

O engenheiro Márcio Rodrigo Moreno responsável pela reforma e ampliação do Hospital Municipal de Americana atribuiu a superiores as irregularidades encontradas na execução das obras. No entanto, em depoimento à CEI da Receita ele não forneceu os nomes destes superiores.

Na última quarta-feira (30), foi realizada mais uma reunião da CEI da Receita (Comissão Especial de Inquérito), que apura supostas irregularidades na aplicação das receitas da Prefeitura de Americana na gestão do ex-prefeito cassado, Diego De Nadai. Foram ouvidos dois engenheiros responsáveis pela obra de reforma e ampliação do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, o engenheiro José Nilton de Oliveira Filho e Márcio Rodrigo Moreno.

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Durante a reunião, o engenheiro Nilton negou ter ciência sobre o andamento da reforma e ampliação, alegando não ter o costume de supervisionar a obra, apesar de ser o encarregado de todo o processo. Respondia às questões do Dr. Ondas dizendo ser o engenheiro Márcio Rodrigo Moreno o responsável pela obra do Hospital Municipal. Já o engenheiro Márcio, respondeu calmamente aos questionamentos dos membros da Comissão, inclusive ao ser perguntado se não notou os valores extremamente altos da licitação. Apesar de afirmar ter notado, disse que não poderia fazer nada no momento em que já estava licitado.

A Comissão é composta pelo vereador e presidente da CEI, Alfredo Ondas e os vereadores membros, Celso Zoppi, Luciano Correa e Tonhão do Veteranos. Durante os últimos meses eles ouviram diversas testemunhas com o objetivo de esclarecer o endividamento do município em cerca de um bilhão e duzentos mil reais. Nesta última reunião, os dois engenheiros foram questionados sobre as irregularidades encontradas tanto no processo licitatório quanto nas obras de reforma do hospital.

Mário Vinhas, chefe de gabinete do vereador Alfredo Ondas, afirmou que faltam diversas páginas do processo de licitação, além do projeto inicial da obra que já apresentava muitos problemas, exigindo constantes mudanças. Para Ondas, as páginas não encontradas no processo e os documentos falsos ali presentes dificultam as apurações, que apresentam fortes indícios de desvio de dinheiro.

As obras do Hospital Municipal foram interrompidas e o dinheiro que seria usado foi pago à Empreiteira, porém nenhuma mudança visível foi encontrada na reforma, e na ampliação a construção ficou inacabada. A Comissão espera ouvir na próxima reunião o ex-secretário de Obras, Flávio Biondo, que também era responsável nas obras. Ondas disse que cada depoimento será analisado durante a semana, e as investigações com os documentos que já tinha em mãos, continua.

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Juliane Figueiredo

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