Chuva, fenômeno natural se tornou um problema para os piracicabanos

A água é o elemento principal para a vida do ser humano. Mas – ultimamente – a população está vivendo uma grande complicação causada por ela: a enchente. Piracicabanos estão presenciando com frequência alagamentos por toda a cidade, atrapalhando todo o município. Hoje em dia, bastam poucos minutos de chuva e o acúmulo de água já se inicia. A avenida Aramando de Salles Oliveira é uma grande preocupação nesse sentido. Prédios públicos e casas próximas da avenida estão ficando alagados rapidamente, resultando num grande caos.

O problema de tudo isso é o córrego do Itapeva. A avenida foi construída para melhorar o fluxo de trânsito na cidade, mas foi feita em cima do córrego. Na época, o fluxo de água não era tão intenso, então não existiam enchentes. No presente, a quantidade de água vem aumentando a cada ano e a rede hídrica da avenida não está mais dando conta de absorver toda a água. O resultado de tudo isso, é um acúmulo exorbitante de água em pouquíssimos minutos.

(Foto: Araripe Castilho/G1)

“Tecnicamente tem solução, o que não se tem hoje, é recurso para a implantação”, é o que nos diz o secretário de Obras de Piracicaba, Arthur Ribeiro Neto. O município vem tentando achar alternativas para diminuir as enchentes pela cidade, principalmente na área do terminal rodoviário de Piracicaba. Na região do prédio público, o córrego “diminui” de tamanho, fazendo com que o fluxo de água fique maior e resultando num alagamento muito mais rápido. A área do terminal não consegue absorver 15 minutos de chuva, preocupando as autoridades públicas e os trabalhadores do local. Outros profissionais, como o arquiteto João Chaddad, concordam com a posição do secretário de Obras, reforçando que o problema é a questão financeira: “A solução é muito cara e difícil de executar, porque nós temos um trânsito muito grande na avenida Armando de Salles Oliveira”.

Os administradores do terminal rodoviário de Piracicaba – vendo que o problema não seria resolvido tão facilmente – encontraram uma alternativa para melhorar a situação dos passageiros, já que a circunstância do estacionamento dos ônibus e das ruas não será solucionada brevemente. “Do lado externo, não tem o que fazer, porque o volume de água é muito grande, mas a preocupação maior nossa, realmente eram os passageiros. Nós fizemos a contenção com a mureta na frente dos vidros e colocamos as comportas, para que isso alivie o volume de água lá dentro”, afirma o gerente do Terminal Rodoviário, Laércio Mello.

Para que não existisse esse tipo de problema, o terminal deveria ter sido construído a 1,5 m do chão, fazendo com que o prédio ficasse longe da água. Outra adaptação seria elevar o nível do terminal e das casas próximas com escadas e rampas. Ainda assim, a alternativa é muito cara. “No futuro, ou a prefeitura faz uma ampliação da cobertura do Itapeva, ou as casas e o próprio terminal se adaptam aquele volume grande de água que vem crescendo a cada ano que passa, e sem solução”, concluiu o arquiteto João Chaddad.

As enchentes que estão ocorrendo hoje no município, são resultado de escolhas mal pensadas pelos administradores da cidade no passado. Com todos os problemas, é muito difícil acabar com as enchentes pela cidade, mas é possível encontrar soluções para diminuir a ocorrência das enchentes em Piracicaba.

 

 

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Laís Maio

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