Ciclofaixa é alvo de críticas em Piracicaba

Desde sua inauguração, em agosto deste ano, a ciclofaixaa da Rua do Porto, em Piracicaba, é alvo de críticas. Seus usuários reclamam da falta de segurança, devido ao desrespeito ao limites demarcados.
A ciclofaixa começa e termina próximo à ponte do Mirante, recentemente ampliada. Passa por diversos pontos turísticos da cidade: Museu da Água, Casa do Povoador, ponte pênsil , Véu da Noiva, Parque do Mirante. Boa parte do percurso acompanha o leito do rio Piracicaba. O trecho crítico vai do cruzamento da Av. Alidor Pecorari (Av. Beira Rio) com a Rua Moraes Barros até a parte final do Parque da Rua do Porto, justamente a área onde estão concentrados os bares e restaurantes, portanto área de maior movimento.
Aos domingos e nos feriados, quando o tráfego de veículos e a circulação de pessoas são intensos é comum se observar motociclistas e pedestres utilizando a faixa reservada aos ciclistas. Em alguns pontos as cadeiras e mesas dos bares ocupam todo o espaço do calçamento, obrigando as pessoas a transitarem pela ciclofaixa.
Diversos pontos criticados podem ser observados no mapa.


Visualizar Ciclofaixa Rua do Porto em um mapa maior

Inácio Ávila Sanches usa a ciclovia em dias alternados para ir e voltar do trabalho, pela Av. Beira Rio. Como a faixa tem sentido único de direção, para voltar para casa, anda na contramão. Segundo ele nos dias da semana comuns o trânsito de veículos e pedestres é mais tranquilo, porém o desrespeito aos ciclistas por parte dos motoristas é o mesmo. Inácio foi testemunha do atropelamento de um colega que pedalava no espaço reservado aos ciclistas. Por sorte, ele não sofreu lesões no acidente. “Isso aqui não ficou bom”, desabafa Inácio.
Outra questão levantada é a utilização da ciclofaixaa por skatistas. “Não há fiscalização alguma”, aponta o ciclista de final de semana Sérgio Orlando Tavares. Conforme declarou é frequente o uso do espaço por jovens e seus skates.
A possibilidade de pedalar margeando o Rio Piracicaba e pontos turísticos de Piracicaba é apontada pelos usuários da ciclofaixa como o fator que mais os atrai. “É uma delícia poder passear por paisagens tão bonitas que tornam nossa cidade única, mas meu filho só anda na garupa. Tenho medo que um doido o atropele”, afirma Sandra Camargo, ressaltando sua preocupação com a segurança.
O Ipplap (Instituto de Pesquisa e Planejamento de Piracicaba) é responsável pelo projeto Beira Rio, que reestruturou diversos pontos da região e foi implantado pela Prefeitura Municipal. Segundo o Chefe do Departamento de Projetos Especiais do Ipplap, Estevam Otero, a ciclofaixa não fazia parte do projeto original. “O projeto da ciclofaixa é da Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes) e foi incorporado no momento da implantação do projeto Beira Rio”.
Procurada para esclarecimentos e informações a Semuttran não se manifestou até o fechamento da matéria.

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