Com poucas delegacias especializadas, mulheres enfrentam problemas

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Atualmente a região de Piracicaba, no interior do estado de São Paulo, enfrenta um número de crimes sofrido por mulheres  maior do que o número de delegacias especializadas para estes casos. Delegacias que, para serem instaladas, passam pelos critérios dos governos estaduais. Na região, apenas Piracicaba e Capivari possuem Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM). As mulheres sofrem com alguns problemas ao prestar queixas em delegacias não especializadas.

O município de São Pedro, localizado na região de Piracicaba, é um dos que não possuí delegacia da mulher. O escrivão-chefe da delegacia da cidade, Marcos Bonfatti, explicou o processo realizado pela mulher ao prestar queixa em uma delegacia não especializada.

“Logo após a mulher sofrer  qualquer tipo de violência ela pode procurar qualquer órgão de segurança de segurança publica do Estado de São Paulo, fazer o boletim de ocorrência e solicitar, caso queira, medidas preventivas”, contou o escrivão.

 

Delegacia de Polícia de São Pedro. Foto: Lucas Almeida

Ele também nos respondeu sobre um amparo psicossocial a vitima, e disse que isso cabe aos órgãos das respectivas prefeituras. As mulheres têm que procurar separadamente esses serviços, não há um aconselhamento na delegacia.”O papel nosso como policiais é formalizar a ocorrência com base nas informações passadas por ela e apurar os crimes praticados pelo autor”, explicou Bonfatti.

Questionado sobre o número reduzido de delegacias para as mulheres e instalação de mais delas, ele afirmou: “Não cabe a nós opinarmos sobre essa questão da instalação da delegacia de defesa da mulher”, concluiu Bonfatti.

Em contra-ponto aos procedimentos das delegacias não especializadas, e lançando uma luz sobre os procedimentos nas DEAM, a delegada da Polícia Civil de Formosa/GO cedeu uma entrevista ao site Livre de Abuso, do qual também é colaboradora. Na entrevista ela falou a respeito de problemas que as mulheres enfrentam em delegacias convencionais.

“Infelizmente há casos em que a mulher tem sua privacidade violada, tendo que expor sua situação em meio a estranhos, ou se sente exposta, por ter de relatar seu caso a policiais civis do sexo masculino”, contou a delegada.

Ela falou também dos procedimentos das DEAM. “O relato da vitima é o suficiente para dar início a uma investigação, ainda que não haja provas materiais, lesões visíveis ou testemunhas no momento do preenchimento do boletim de ocorrência. Além disso, pode ocorrer o encaminhamento para serviços de atendimento psicossociais”, concluiu a delegada.

 

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Lucas Almeida

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