Condomínios constrõem depósito para coletar lixo adequadamente

Deposito de materiais orgânicos e recicláveis construido pelos condomínios. Foto: Enrico Bueloni

Deposito de materiais orgânicos e recicláveis construido pelos condomínios. Foto: Enrico Bueloni

 

Construir um depósito dentro da lei foi a saída que os síndicos dos residenciais Terras de Piracicaba 2, 3 e 4, encontraram para ter um local onde pudesse ser despejado o lixo produzido pelos moradores. Isso ocorreu porque o terreno onde era jogado não se encaixava na Política Nacional dos Resíduos Sólidos e teve que ser fechado. Por conta dessa mudança, os condôminos estão tendo que se adaptar com novas formas de separar seus resíduos domiciliares.

Os materiais eram despejados em um terreno improvisado de lixão, ao lado de uma das portarias. Mas por questões ambientais no começo do ano prefeitura intimou os condomínios a fazerem um novo local e que estivesse de acordo com a lei de nº 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional dos Resíduos Sólidos. Em março a construção foi concluída. Dividida de acordo com o volume de arrecadação de cada condomínio, o Terras 2 e 3, disponibilizam de 40 m³ e o Terras 4, 150m³. Todos com divisão para reciclável e orgânico.

Antigamente o lixo era despejado em um lixão a céu aberto. Porém, o solo não era impermeabilizado, o que provocava a poluição dos lençóis freáticos. Além disso, o mau cheiro não era apenas um convite para animais peçonhentos, mas também incomodavam os moradores ali de perto. “Quando o lixão era a céu aberto, atrapalhava as aulas de tênis, devido ao seu forte odor e a proximidade com as quadras”, disse Jason Folegoti, professor de tênis, que dá aulas nos condomínios. “Quando foi feito o depósito, melhorou 100%, não só a questão do mal cheiro, mas também em outros quesitos, como a diminuição de ratos, que era frequente a aparição”, completou.

Funcionários colocando lixo no depósito. Foto: Enrico Bueloni

Funcionários colocando lixo no depósito. Foto: Enrico Bueloni

A divisão do lixo já começa por cada casa. É pedido que os moradores separem resíduos orgânicos em sacos pretos e recicláveis no azul. Dessa forma, quando os funcionários do condomínio passam para pegar, conseguem separar cada tipo em um canto na carreta e ao chegar no depósito sabem em qual repartição será despejado. “A gente separa os recicláveis na frente e os orgânicos atrás, como você pode ver aí na carreta”, disse Luciano Machado, funcionário do Terras de Piracicaba 2.

Para evitar que o lixo se acumule e que o cheiro ruim saia pelo ar, a empresa Ambiental, responsável por retirar os resíduos do depósito, passa recolher todos os dias de coletas dos condomínios. São dois caminhões diferentes que vêm fazer a retirada. Os materiais recicláveis são levados para a Cooperativa Reciclador Solidário, já o lixo orgânico é levado para o aterro sanitário municipal no bairro Palmeiras.

Apesar do incentivo que os condomínios dão para despejar o lixo corretamente, muitos moradores ainda não seguem o que é indicado. “Não é todo mundo que separa o orgânico do reciclável”, comentou Antônio Vadilino Soares, funcionário do Terras de Piracicaba 2. “Nós colocamos na divisão de acordo com a cor do saco, algumas vezes percebemos que colocaram em sacos errados, aí trocamos, mas não é sempre que dá para perceber”, completou.

“Acho que se a gente fizer nossa parte, tenho certeza, que vai ter recompensa. E um Brasil melhor também”, afirmou Luciano.

Serviço

A coleta de lixo no Terras de Piracicaba é feita de segunda, quarta e sexta, no período da manhã. Mais informações sobre a coleta seletiva de Piracicaba, acesse o site da Secretaria do Meio Ambiente de Piracicaba (Sedema): http://www.sedema.piracicaba.sp.gov.br/index.php

 

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Enrico Bueloni

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