Consumidores insatisfeitos recorrem às redes sociais para reclamar de empresas e serviços

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As redes sociais, como o Twitter e o Facebook, bem como sites de defesa do consumidor, como o “Reclame Aqui”, e até mesmo o endereço virtual do PROCON (Procuradoria de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo), têm sido usados pelos consumidores cada vez mais como meios eficazes para garantir seus direitos de compradores de produtos e/ou serviços junto a empresas.

O que antes só era possível pessoalmente, pela justiça e envolvendo muito tempo, dinheiro e desgaste por parte dos consumidores, hoje pode ser resolvido com uma postagem no Twitter, no Facebook, ou em algum dos sites de defesa do consumidor que existem na rede mundial de computadores.

A publicitária Hellen Rocha, por exemplo, usou o Twitter para resolver um problema junto a uma operadora de telefonia móvel: “[A empresa] ativou em meu nome um modem 3G sem que eu tivesse solicitado. Recorri ao PROCON, que me orientou a pagar as contas, para depois ser ressarcida, mas eu achei que jamais poderia ver esse dinheiro. Quando chegou a 2ª conta do modem, resolvi recorrer ao Twitter”.

Três dias depois de ter postado no serviço de mensagens curtas um protesto contra a empresa, Rocha teve seu problema solucionado: “Recebi uma DM (mensagem particular no Twitter) para que eu pudesse explicar o caso. Em dois dias a empresa entrou em contato passando as orientações para cancelamento e consegui resolver meu problema”.

Para a publicitária, a visibilidade da rede social fez a empresa a agir rápido na solução do problema: “Quando você reclama em uma central, só você sabe da “sujeira” da empresa, mas quando você expõe e torna isso público, a preocupação torna-se maior, pois você acaba de gerar algo muito ruim para a empresa”.

Depoimento da publicitária Hellen Rocha, que recorreu ao Twitter para resolver seu problema junto a uma empresa de telefonia móvel:

Mas nem sempre as reclamações atendidas pelas empresas no Twitter satisfazem os consumidores. A relações internacionais Ana Cláudia Camargo, por exemplo, teve um problema com uma loja virtual de sandálias: “Comprei uma sandália pela internet, mas depois de duas semanas ainda não tinha recebido a confirmação do débito na minha conta, mas já tinha recebido o e-mail da loja confirmando o pagamento. Depois de três semanas e nada do produto chegar, reclamei no Twitter. Aí eles me responderam em seguida, me pedindo o numero do pedido”.

Mesmo sendo atendida pela empresa, Camargo acabou ficando sem seu produto: “Depois que passei os dados, eles me disseram que teve um erro no processamento e o pagamento não foi efetuado de verdade, se eu não poderia fazer de novo. Mas aí entrei na loja e o produto que eu queria já estava esgotado”, explica. “O caso em si foi resolvido, bem rapidamente até, mas acabei saindo sem nada”.

Em relação aos meios virtuais de defesa ao consumidor, a relações internacionais aprova os mecanismos, mas com uma ressalva: “[os meios virtuais] são muito eficazes, mas a empresa deve contratar pessoas que devam ficar responsáveis apenas por isso lá dentro, para que o serviço seja bem feito e em tempo real, como a ferramenta da internet sugere”.

Além das redes sociais, os sites de entidades de defesa do consumidor também são um dos canais para acionar as empresas quando surge algum problema, sejam eles públicos ou privados.

+: Sites de defesa do consumidor: mais uma arma para clientes insatisfeitos

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Saulo de Assis Saes Neto

Graduando em Comunicação Social: Habilitação em Jornalismo pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP). Contato: neto03@gmail.com

4 COMENTÁRIO

  1. […] Consumidores insatisfeitos recorrem às redes sociais para reclamar de empresas e serviços Compartilhar/Favoritos […]

  2. Sou vitima da propaganda enganosa, recebi pelo telefone a Caixa Economica Federal que estava retirando R$ 1000,00 da cardeneta de pupança para ser utilisado pela caixa por dois anos,e que no final de dois anos eu receberia 100% deste valor isto é R$ 2000,00. passaram os dois anos só recebi o memo R$1000,00.

  3. A EDITORA ABRIL RENOVOU ASSINATURA DE REVISTA SEM NOTIFICAR O CLIENTE E FEZ COBRANÇA INDEVIDA SENDO QUE JÁ ENTREI EM CONTATO TRÊS VEZES E ELES FICAM MENTINDO DIZENDO QUE VÃO RESOLVER E ISSO JÁ FAZ QUASE UM MÊS,BANDO DE [editado pelo Reclame Aqui] QUE FICAM ENGANANDO OS CLIENTES,ACHANDO QUE ESTÃO LIDANDO COM CRIANÇAS,NAO ENTRAM EM CONTATO NEM MANDAM PELO MENOS UM EMAIL, NADA.
    NAO SE PREOCUPAM MESMO, QUERO QUE TOMEM VERGONHA E RESOLVAM POIS MEXER NA CONTA DE UMA PESSOA SEM AUTORIZAÇÃO É [editado pelo Reclame Aqui

  4. A EDITORA ABRIL ESTÁ DE BRINCADEIRA, PARECE CORRIDA DE GATO E RATO,ENTREI EM CONTATO AGORA E DISSERAM QUE NÃO TEM NENHUMA NOTIFICAÇÃO DE DEPÓSITO A SER FEITA, O SENHOR LOURENÇO ME LIGOU ONTEM PEDINDO DESCULPAS,AFIRMANDO QUE IA RESOLVER, QUE IA FICAR TUDO CERTO, INCLUSIVE QUE ESTAVA JÁ COM UM CHEQUE EM MÃOS PARA SER DEPOSITADO NA BOCA DO CAIXA PARA SER MAIS RÁPIDO,SENDO QUE ISSO SÓ FOI PARA QUE EU NÃO COLOCASSE MAIS NAS REDES SOCIAIS, ELES ACHAM QUE O CONSUMIDOR É PALHAÇO, NUNCA VI TAMANHA FALTA DE RESPEITO E PROFISSIONALISMO, E A EDITORA ABRIL AINDA GANHOU PREMIO COMO A EMPRESA QUE MAIS RESPEITA O CONSUMIDOR KKKKKKKKKK,É PRA RIR?

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