Cotação do ouro cresce… e eu com isso?

A cotação do ouro, uma das mais antigas moedas do mundo que ainda possui valor no contexto econômico contemporâneo, está crescendo dia após dia no mercado internacional. Passou de US$ 1827 a onça (o que equivale a aproximadamente 30 gramas) no dia 18, pulando para US$ 1860 no dia seguinte, e fechando o dia 23 valendo US$ 1900 no mercado asiático. Diante disso, muitas pessoas perguntam a mesma coisa: o que a alta do preço do ouro tem a ver comigo, trabalhador assalariado e brasileiro?

A resposta pode parecer complicada, porém é simples: o ouro, sendo a moeda mais antiga em circulação, é a que sofre menor risco de desvalorização. Sempre que o mercado de investimentos se mostra com medo de investir em outras moedas, em outros países e até em ações de empresas, recore ao ouro como garantia. O resultado disso é o aumento nos preços visto nos últimos dias.

O temor de uma nova recessão econômica mundial e as preocupações com a retomada do crescimento econômico norte-americano fazem com que investidores se arrisquem menos e procurem moedas seguras para investir, como o ouro.

Nesse ponto, podemos entender em que medida a população brasileira tem a ver com esse processo. O Brasil, país em desenvolvimento, recebe investimento estrangeiro a todo o momento, seja na abertura de empresas, compra de ações ou até por meio de compra de títulos de dívida pública.

Em um cenário de temor a investimentos, como o atual, países como o Brasil podem sofrer com menor injeção de capital externo, e, consequentemente, menor abertura de postos de trabalho e de crédito, tanto para as empresas quanto para o consumidor final.

É claro que o aumento no preço do ouro não significa necessariamente algo negativo para o Brasil, mas demonstra claramente que os investimentos estrangeiros estão sendo feitos com cautela, o que explica o aumento do ouro. Não significa necessariamente dizer que o Brasil pode ter problemas de diminuição de investimento externo, mas aponta uma direção mais conservadora do mercado internacional, o que pode ser um sinal negativo para a entrada de recursos externos nos países em desenvolvimento.

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Saulo de Assis Saes Neto

Graduando em Comunicação Social: Habilitação em Jornalismo pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP). Contato: neto03@gmail.com

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