Deficientes físicos ganham espaço no mercado de trabalho

 

Pâmela Correa, assistente da empresa NET
Pâmela Correa, assistente da empresa NET, Foto: Daniele Alves

A inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho vem crescendo constantemente no Brasil, sendo 40,2% de deficientes empregadas com carteira assinada, uma diferença de 9 pontos percentuais em relação à população sem nenhuma deficiência investigada (49,2%). Segundo o Censo do IBGE, o número de pessoas com deficiência teria variado de 7 milhões em 2000 para 12,7 milhões em 2010, representando 6,7% da população.

A APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Americana) oferece assessoria a empresas para a inclusão de pessoas com deficiência no Mercado de trabalho, prestando serviços como recrutamento e seleção, análise do posto de trabalho e acessibilidade, preparação, capacitação profissional, acompanhamento, e orientação de pessoas com deficiência.
De acordo com o site da APAE, atualmente são 304 pessoas com deficiência no programa, 25 empresas parceiras e 202 pessoas com deficiência incluídas no mercado de trabalho.
Os deficientes que desejam entrar no mercado de trabalho devem procurar os centros de apoio da cidade, como a Secretaria de Promoção Social, que ficam encarregadas de dar assistência para essas pessoas.
Elas são encaminhadas para os centros de apoios como a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Americana) e o CPC (Centro de Prevenção a Cegueira) que oferecem educação e reabilitação.
O número de pessoas que estão inseridas na promoção social chega a duas mil entre 16 e 40 anos, sendo elas portadoras de alguma necessidade física, mental, visual e auditiva. A Secretaria da Promoção Social Cidinha, está fazendo um trabalho em conjunto com as instituições e as secretarias da cidade. “Estamos nessa luta para ajudar dentro do possível”.

Banheiro adaptado da empresa NET
Banheiro adaptado da empresa NET, Foto: Daniele Alves

Pâmela Correa, de 25 anos, assistente da NET, teve sua perna direita amputada depois de ter passado por um difícil tratamento de câncer no osso. Hoje faz uso de muletas e conta que sua maior dificuldade quando começou a trabalhar na empresa foi não se adaptar ao serviço. No dia a dia a assistente não possui nenhuma dificuldade em relação ao seu trabalho e dispensa qualquer tipo de adaptação. Pamela faz das dificuldades sua motivação para seguir em frente. “Lutar sempre, desistir jamais”.

Segundo a consultora de recursos humanos, Daniela Alves, a NET de Americana conta com 75 colaboradores com deficiência, que corresponde mais do que a cota, onde 40% são deficientes físicos. De acordo com a entrevistada, a NET não está preocupada somente em contratar e atingir a lei de cotas, mas também, desempenha um papel de inclusão dessas pessoas. A empresa conta com o apoio das instituições parceiras, e da Promoção Social da Cidade.
O deficiente, além de preencher o perfil exigido pela vaga, deve contribuir com informações relevante a sua deficiência, deixando claro para a empresa suas necessidades. A empresa responsável pela contratação deve ter consciência de que tem que oferecer toda a estrutura adaptada para esses deficientes, tais como: rampas, banheiros, posto de trabalho de deficiente, área de alimentação, cartão de ponto, entre tantos outros detalhes.
‘’ O mais importante é que as pessoas entendam que deficiência não tem relação com ineficiência e sim com eficiência”, conclui Daniela
Já nas ruas das cidades é muito difícil a locomoção dessas pessoas com necessidades especiais. O acesso ao transporte e as edificações ainda é muito precário. Nas ruas por exemplo, é necessário:
– Fazer rampas e calçadas rebaixadas para os cadeirantes;
– Colocação de pisos táteis (pisos especiais percebíveis pelo tato) e de alerta para os portadores de deficiência visual
– Instalação de barras de metal nas entradas de prédios
– Instalação de rampas de acesso em prédios residenciais.

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