Dengue, antes e depois do Aedes do Bem

Piracicaba foi a primeira cidade paulista a receber um projeto piloto de uma nova tecnologia. Após um ano de uso no bairro do Cecap/Eldorado, os moradores do bairro e da cidade já enxergam os efeitos do uso do Aedes do Bem!

A primeira unidade de produção em grande escala do Aedes do Bem — o mosquito geneticamente modificado que combate o aedes aegypti selvagem, foi inaugurada em 26 de outubro de 2016 em Piracicaba. Conta com um galpão de 5.000 m², a dez minutos do centro de Piracicaba, onde são produzidos até 60 milhões de Aedes do Bem por semana, um volume capaz de proteger até 3 milhões de pessoas do aedes aegypti selvagem, principal transmissor da zika, dengue e chikungunya.

“Essa unidade do Aedes do Bem! aumenta em 30 vezes nossa atual capacidade de produção. Com ela, ratificamos nossa capacidade de produzir, em qualquer escala e estamos preparados para expandir nossa produção para ajudar a proteger ainda mais brasileiros e todas as demais pessoas que são afetadas pelo aedes aegypti”, afirma Kely Maria de Goes, Auxiliar de Produção na Empresa Oxitec.

Agora, a região central da cidade também vai ser tratada com o Aedes do Bem! O projeto na área central compreende 11 bairros. Centro, Cidade Alta, Cidade Jardim, Clube de Campo, Jardim Monumento, Nhô Quim, Nova Piracicaba, Parque da Rua do Porto, São Dimas, São Judas e Vila Rezende, que têm cerca de 60 mil moradores.
Resultados preliminares já mostram que o número de larvas do aedes aegypti selvagem caiu 82% após oito meses de uso do Aedes do Bem! em relação a uma área que não recebeu o tratamento com ele. E mais: o impacto, começa a aparecer no número de pessoas doentes. De julho de 2014 a junho de 2015, o Cecap/Eldorado havia registrado 133 casos de dengue, uma incidência altíssima. De julho de 2015 a 20 de maio de 2016, apenas sete casos foram confirmados”, nos relatou Tamara Sturion encarregada de Serviços do Plano Municipal de Combate à Dengue.
O Aedes do Bem morre de dois a quatro dias após ser liberado. Tamara Sturion relatou que o mosquito pica, mas sua picada não dói nem deixa marca, Isso não vale como regra geral. A inoculação de saliva no tecido dérmico pode causar reações na pele, que variam desde pequenas irritações a grandes edemas, dependendo do grau de sensibilidade da pessoa e do tempo e intensidade da picada.
Fomos até o primeiro bairro a receber o Aedes do Bem, Cecap/Eldorado, e conversamos com Edina Morgado, moradora do bairro há mais de 20 anos. Segundo ela o Aedes do Bem foi um sucesso e com certeza foi um projeto muito importante para os piracicabanos: “Acredito que com a expansão nos bairros centrais os resultados serão ainda mais surpreendentes.”
O uso do Aedes do Bem, atingiu o apoio de 92,8% dos moradores de Piracicaba. Esse é o número mais recente da pesquisa de opinião realizada sobre o projeto, que já é conhecido por 97,6% dos piracicabanos. “O aumento da popularidade do Aedes do Bem em Piracicaba é reflexo do árduo trabalho realizado por agentes de saúde e pela equipe da Oxitec.”, afirma prefeito Barjas Negri. “Esse alto índice de aprovação é também fruto dos benefícios que essa solução traz ao povo de Piracicaba.”

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juliana fuzato

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