Depressão ganha espaço em SUS

por / 17 de junho de 2017 Saúde sem comentários

Vítimas da doença conseguem tratamento de graça com especialistas

Imagem via Google

Desânimo, perda do apetite, sentimentos de medo e insônia são alguns dos sintomas apresentados por uma vítima de depressão. A doença já existe á séculos, mas só agora as pessoas realmente deram importância para ela. Mais de 350 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão ou problemas mentais, segundo nota divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e o Brasil é o quinto país com mais vítimas de depressão, com cerca de 17 milhões.

A depressão, como muitas doenças, tem níveis, como afirma a coordenadora da rede de atenção psicossocial de Piracicaba, Vandrea Novello: “A demanda de depressão leve, é acolhida hoje em dia pela atenção básica, existe todo um trabalho de prevenção nos grupos temáticos, trabalhos que previnem a depressão. Os níveis mais graves são tratados no Caps Piracicaba (Centro de Atenção Psicossocial).” A depressão é diferente da tristeza, quando de fato existe a doença, os sintomas começam a interferir no cotidiano da pessoa. “Um sofrimento intensivo, a gente chama de melancolia, que é um estágio a mais da depressão. A melancolia é definida como “o sol negro”, onde a pessoa enxerga tudo cinza, quando a pessoa não consegue enxergar sentido ou significado para a sua existência, é o ponto limite onde a pessoa prefere tirar a própria vida”, explica o psicólogo José Ravanelli Neto. Atualmente, as pessoas têm profissionais especializados atendendo no SUS, fazendo com que todas as classes sociais consigam ter um tratamento adequado. A depressão tem que ser avaliada e tratada por médicos especializados, tem que ser vista pelas pessoas de maneira séria. Não há automedicação para a depressão.

Fora o método da medicina, existe instituições voluntárias que auxiliam vítimas de doenças psicossociais, como o CVV (Centro de Valorização da Vida). “A função básica do funcionário do CVV, é prestar apoio emocional para quem nos procura, para quem está em sofrimento. A pessoa pode ligar pelo telefone ou entrar pelo site. Temos voluntários preparados para atender todas as pessoas e isso faz um benefício muito grande para quem nos procura”, afirma a coordenadora de divulgação do CVV, Eliane Margarete Soares.

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Laís Maio

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