Desafios do Jornalismo Contemporâneo encerram Simpósio

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Última noite de debates do 7º Simpósio de Jornalismo da Unimep (Foto: Camila Angelocci)

A última noite (22/10) de debates do 7º Simpósio de Jornalismo da Unimep ficou por conta do jornalista Florestan Fernandes Jr., que apresentou uma conferência sobre os Desafios do Jornalismo Contemporâneo, tema principal do evento.

O jornalista abriu a discussão expondo sua trajetória profissional. Tendo passagem pelas principais emissoras de TV e redações do país e sendo atual gerente executivo de jornalismo da TV Brasil e âncora do Repórter Brasil, Florestan retratou suas dificuldades iniciais, como o curto prazo de entrega de matérias.

Após breve apresentação, exibiu o documentário “Escola Base – 20 anos depois” (TV Brasil), em que obteve papel importante ao ser chamado para entrevistar as vítimas do caso, pois estas sabiam que ele “não faria sensacionalismo”.

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Palestrante Florestan Fernands Jr. (Foto: Camila Angelocci)

O âncora comentou sobre o tipo de jornalismo da época, interligando com o jornalismo atual, considerando ambos manipulados e sensacionalistas, buscando a audiência a qualquer custo.

Florestan prosseguiu com o debate, afirmando estar “assustado com a falta de boa informação”, que represente todos os lados, com qualidade e veracidade. Ressaltou a necessidade da busca, com responsabilidade, por fontes para nutrir a notícia.

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Conferência sobre os Desafios do Jornalismo Contemporâneo (Foto: Camila Angelocci)

Opinou, como resposta, em relação à facilidade com que as pessoas, que não são jornalistas, publicam uma notícia em suas redes sociais e disseminam, sem saber sua autenticidade.  Ponderou a respeito do perigo que esta facilidade propõe, já que reduz a apuração da verdade.

Fernandes expôs também sobre a interferência da política na notícia, argumentando que nem sempre o jornalista concordará com os ideais da matéria, porém precisará submeter-se a ela para garantir seu emprego.

Para finalizar, ao ser questionado a respeito da contraposição entre senso ético jornalístico e a necessidade de audiência com notícias polêmicas, orientou que os jornalistas mais jovens procurem sempre “os dois lados da notícia, para tornar a matéria mais ampla”, buscando sempre boas fontes e jamais a negando.

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Camila Angelocci

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