Em cinco meses, Limeira teve 70% mais gestantes com sífilis que todo ano passado

Secretário da Saúde de Limeira, Gerson Hansen - Foto: Assessoria

O número de mulheres grávidas portadoras de sífilis tem crescido em Limeira. Em 2011, o número de gestantes portadoras da doença foram de 17 casos, além de cinco casos congênitos – quando o bebê nasce com a doença, pela falta de tratamento da mãe – segundo dados do Semil (Serviço de Doenças Infecto-Contagiosas de Limeira). Este ano, em cinco meses, já foram registrados 29 casos de grávidas com sífilis, e seis casos congênitos.

Para combater a sífilis, a secretária de Saúde de Limeira, realizou campanha de prevenção, ofereceu testes gratuitos no dia 16 deste mês, porém não obteve sucesso. Apenas cinco pessoas, três homens e duas mulheres, foram ao laboratório fazer a coleta. “Não iremos fazer mais ações de prevenção pela falta de procura da população”, relata o secretário da Saúde Limeira, Gerson Hansen.

De acordo com o secretário é necessário que sejam feitos pelo menos três exames durante a gravidez – no terceiro e sexto meses da gestação e no dia do parto – para que haja certeza que a mãe não possui a enfermidade.
“Se a grávida descobrir a doença e tratá-la, não haverá a transmissão da sífilis, livrando-a das consequências. Entretanto, se a mãe acaba não tomando conhecimento e a criança nasce com sífilis, ela acaba nascendo com deformidades no corpo (pernas arqueadas, fígado e baço grandes, entre outros), pele que descama nos pés e mãos e comprometimento mental”, alerta.
Segundo a coordenadora do Semil, Raquel Grassi, a doença é resistente ao tempo, com fatores de crescimento e diminuição ao longo dos anos.
“A doença é transmitida pelo ato sexual, e os sintomas que começam a aparecer duas ou três semanas após o contágio, se confundem com os de uma simples alergia ou irritação nos órgãos genitais e na boca. Nestes locais, ocorrem pequenas lesões”, explica.
Após sete dias os sintomas desaparecem. Entretanto, a doença evolui para quadros mais graves, podendo deixar sequelas como cegueira, surdez, demência, meningite, dificuldade de andar, cardiopatias ou até mesmo levar a morte.

“Tratar sífilis parece ser muito fácil pelo custo e acesso ao tratamento. Mas, o maior problema continua sendo o diagnóstico, visto que pode ser confundida com outras doenças”, alerta Raquel. O tratamento é feito com antibióticos, normalmente penicilina, e deve ser acompanhado com exames de sangue para verificar a evolução da doença, o que não é prejudicial para a criança.

A pessoa interessada em fazer o exame deve procurar qualquer Unidade de Saúde, ou então o Semil (Serviço de Doenças Infecto-Contagiosas de Limeira). O exame é gratuito.

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Carla Lauton

Estudante do terceiro semestre de jornalismo. Email: carlalauton@yahoo.com.br

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