Em novo projeto social, o ‘Jovem Hacker’ surpreende com novas ideias.

Um interessante projeto social tem chamado a atenção de alguns jovens da cidade, o “Jovem Hacker” como é chamado, vem ganhando popularidade na cidade de Capivari no interior do Estado de São Paulo, devido aos conhecimentos aplicados na área da computação e outras dinâmicas altamente ligadas à sociedade que temos hoje, sendo passada aos alunos de um método diferente.

Inicialmente com 20 alunos, o projeto que é ministrado no Tele Centro do Capivari Digital no bairro São João, foi mal entendido por muitas pessoas devido ao nome recebido. A nomenclatura que sempre foi usada para denominar criminosos da web foi mantida pelos organizadores. Assim um atributo a mais estava a ser adicionado, explicar aos jovens aprendizes o verdadeiro significado da palavra ‘hacker’.

Jovens durante aula do 'Jovem Hacker'

Jovens durante aula do ‘Jovem Hacker’

 

Após novas descobertas com funcionalidades do computador, a primeira metade do projeto foi concluída; assim novas pretensões nasceram nas mentes abertas, tanto dos estagiários do projeto, quanto dos universitários do Instituto Federal do Estado de São Paulo (IFSP). Logo, para marcar o início de um novo ciclo de aprendizagem, alunos e estagiários promoveram uma reforma no local das aulas grafitando as paredes, e também as decorando com cartazes exibindo o símbolo do projeto.

O Técnico em Informática e aluno de Análises de Sistemas na IFSP Guilherme França pode expressar como está sendo a experiência de estagiar neste projeto, que conta com parceria da Prefeitura Municipal de Capivari e a Universidade Federal, que também é situada na cidade e tem especializações no ramo da computação.

Perguntado como fez para ingressar neste projeto, França contou o processo em qual foi submetido para ser um dos escolhidos. “Primeiro houve uma divulgação dos projetos dos candidatos que foram aprovados no edital de coordenadoria de extensão, em seguida houve um período de inscrições e prova escrita de acordo com os requisitos necessários e conteúdos que iriam ser abordados no projeto, até a escolha final de 3 candidatos num total de 17 que tentaram”, contando o que atravessou para fazer parte deste seleto grupo.

Em seguida, Guilherme disse que o Projeto está sendo dividido em quatro partes. Perguntado sobre planos futuros para o “Jovem Hacker”, França nos explicou o andamento do curso. “O primeiro módulo abordou conceito de hardware e sistema operacional onde os alunos montaram seu próprio computador.” Explicando as fases seguintes do projeto, o estagiário completou dizendo que o segundo aborda lógicas de programação e o terceiro sobre rede de computadores. Neste último, onde precisaram montar a rede da própria sala e conectar as máquinas à internet, enquanto o período derradeiro vai consistir em a respeito de desenvolvimento de web e programação Phyton, seguido de uma avaliação geral.

Realização de anotações durante aula prática

Realização de anotações durante aula prática

Assim vendo o entusiasmo dos aprendizes com o curso, a aluna Tifani Martins Silva de 16 anos, conta que a curiosidade que lhe é despertada durante o curso está ajudando a desenvolver o conteúdo. Lucas Vinicius de 15 anos, conta também como o projeto o ajudou a escolher o que fazer futuramente; “pretendo continuar, pois estou muito interessado”, conta o jovem. Também completa dizendo, assim como Tifani, que busca seguir no Instituto federal para futuramente ajudar no mesmo projeto, traçando assim um futuro ao Jovem Hacker.

Levando em conta a controvérsia ao redor do nome ‘hacker’, França explicou que o conceito passado dentro de sala em aulas práticas é diferente do que o que muitos pensam. Ao contrário que a mídia diz que os hackers são ‘os caras maus’ estão errados pois esses são os ‘crackers’. Nós abordamos que o ‘hackerismo’ vai muito além dos computadores e da tecnologia, diz respeito a um modelo de relacionamento, convivência e trabalho que pode ser aplicado a várias instâncias da sociedade como espírito de partilha, colaboração, liberdade e conhecimento”.

Com o visível sucesso do projeto, já que é possível notar a felicidade estampada na cara de todos aqueles envolvidos com o projeto, o orientador do projeto Prof. Alexandre Garcia Aguado, explicou a origem disto. “O Projeto Jovem Hacker nasceu na cidade de campinas como um dos projetos do Coletivo Digital Revoada, ele surgiu com o intuito de auxiliar no desenvolvimento de uma geração autônoma tecnologicamente e protagonista perante a sociedade”.

Equipe do Jovem Hacker no 'HackLab'

Equipe do Jovem Hacker no ‘HackLab’

Estrategicamente selecionado, tal projeto teve uma versão na cidade de Campinas e chegou à cidade de Capivari sob a intenção de proporcionar opções para os jovens da periferia, e especialmente o desejo de auxiliar nessa formação de nossos adolescentes, para que consigam utilizar a tecnologia de forma responsável e protagonista.

Tendo em vista o projeto “Capivari Digital” da prefeitura municipal da cidade, onde aulas de informática básica são ministradas em diferentes salas de informáticas espalhadas pelo município, o lugar foi apenas cedido para que as aulas do “Jovem Hacker” fossem ali realizadas, com intenção de incrementar o projeto original, com a construção de um ‘HackLab’ no local, onde os equipamentos necessários para as aulas práticas foram adicionados ao ambiente.

Mesmo com algumas desistências, o projeto gratuito mostra um grupo muito compacto e centrado em tudo aquilo que aprendem todos os dias, o que mostra o sucesso que a ideia apresenta. Assim, com ganhos explícitos tanto para os aprendizes quanto para estagiários da IFSP, o curso caminha para seu final com uma boa lição tecnológica e sociológica tanto para os pretensiosos universitários quanto aos promissores alunos.

 

 

 

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