CARLOS CHINELATTO ACREDITA QUE SER JORNALISTA É EXERCER O OFÍCIO COMO FORMA DE DAR A SUA CONTRIBUIÇÃO PARA MELHORAR O MUNDO

Adele Gebara, Felipe Ferreira, Gabriel Campos, Natalia Palmeira.

Jornalista Carlos Chinelatto, 50.

O entrevistado Carlos Chinelatto, de 50 anos, tem uma trajetória extensa no mundo do jornalismo. Com 27 anos de carreira, já atuou em diversos meios da comunicação, desde rádio à editoria de impressos. Muito ligado em política, já colaborou com a cassação de um prefeito da cidade de Limeira envolvido em corrupção.
Carlos é um homem realizado na profissão. Já coordenou uma equipe em um extinto jornal da cidade e realizou alguns sonhos dentro da profissão. Hoje, trabalha como diretor de Comunicação Institucional na Prefeitura de Limeira e tem uma agenda corrida. Muitas vezes toma nota de seus compromissos no mesmo dia.
Entre toda essa correria, conseguimos um tempo para conversar com Carlos por telefone e também por e-mail. Ele nos deu uma visão geral de sua opinião sobre momento político do país em relação ao jornalismo, falou sobre as previsões para o jornalismo no futuro e também explanou um pouco sobre suas realizações, dando até conselhos para iniciantes.
1) O que é ser jornalista para você?

“Resumidamente, , se é que é possível sonhar. É contribuir para o bem comum e para diminuição das injustiças. ”

2) Como escolheu em que área do jornalismo queria atuar?

“Foi um processo natural. Fiz de tudo. Exerci por muito tempo na área da cobertura política. Fui de repórter a gestor. ”

3) Qual sua opinião sobre a cobertura da imprensa à atual crise política do país?

“Cobertura da grande imprensa, com poucas exceções, absolutamente parcial, partidária e facciosa. O que menos existiu nesse período todo foi jornalismo. ”

4) Qual sua opinião sobre a obrigatoriedade de diploma de jornalista?

“Sou favorável. As faculdades de jornalismo levam conhecimento técnico ao futuro profissional. No mercado, o diploma é um filtro necessário. ”

5) Qual sua avaliação sobre as consequências da revogação da obrigatoriedade do diploma, em 2009?

“As consequências foram desastrosas. Permitiu que uma legião de gente despreparada entrasse no mercado, além de dificultar condições de trabalho dos jornalistas diplomados. ”

 

6) Quais suas perspectivas para as mídias tradicionais do jornalismo no futuro? E para as novas mídias?

“As mídias tradicionais vão sobreviver, porém necessitam de uma nova linguagem – em especial o modelo impresso. Isso exigirá uma ampla capacidade dos proprietários de veículos.

As novas mídias precisam ainda encontrar a melhor forma de negócio para ocuparem espaços. Do ponto de vista jornalístico, hoje vivemos um terreno sombrio, mas creio em um processo de catarse até o mercado se ajustar. Mas, sou bastante otimista. ”

7) Cite um profissional da área que te inspira.

“Janio de Freitas, colunista e membro do Conselho Editorial da Folha de São Paulo. ”

8) O que você conseguiu realizar com o jornalismo que te faz sentir feliz?

“Ainda que timidamente, mudar costumes da política. ”

9) Já realizou algum sonho dentro da profissão?

“Inúmeras coberturas, uma delas que resultou na cassação de um prefeito com várias acusações de corrupção. Muitas entrevistas importantes e chefiar uma equipe maravilhosa, na experiência recente vivida no Jornal de Limeira. ”

10) Qual dica você daria para os jornalistas iniciantes e aqueles que estão na faculdade?

“Aproveitar todos os momentos na faculdade. Muita leitura, de tudo. Escrever muito. Atualização permanente. Trabalhar de forma honesta. Estar preso aos fatos e ao que apurar em relação aos fatos. Nunca perder a humildade. ”

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Gabriel Luis Campos

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