Falta de material impede varrição de rua em Americana

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Frente de casa no bairro Parque Novo Mundo, após chuva.

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População de Americana reclama sobre o descaso da Prefeitura com relação à varrição de rua. Segundo informações do Jornal O Liberal, o problema perdura pelo menos desde 2013, quando, por falta de sacos plásticos e vassouras, diversos servidores municipais eram obrigados a permanecer de braços cruzados na regional para cumprir o expediente. A professora Maristela Dacome, 53, declara que “o afastamento dos varredores alterou a rotina da família por que não dá para saber quando vão varrer e se vão varrer.” Segundo ela, o problema é ainda maior para aqueles com casa de esquina, onde o lixo se concentra entupindo bueiros.
O Liberal vem mostrando o problema há mais de 3 anos, e informou que no ano de 2013 a Prefeitura chegou a pagar hora extra aos varredores para manter limpa a Avenida Brasil.
“Enquanto isso a gente tem que conviver com problemas de praças públicas sujas e cheias de lixo e mato. Próximo à prefeitura há praças com mato alto e com cacos de vidro espalhados por todo lugar. Estamos chegando em um estado de caos,” desabafa o estudante Paulo Osmaré Camargo.
Após as eleições, os servidores públicos de cidades vizinhas deram início à limpeza das ruas, que estavam completas por santinhos de políticos. Em Americana, porém, servidores reclamaram da falta de sacos de lixo para realizarem o serviço. A assessoria de imprensa da prefeitura foi procurada mas não respondem às questões pedidas pela reportagem por depender de outro órgão público para obter as informações solicitadas. Ao jornal O Liberal, a assessoria informou em 06/10/2014 que “devido ao grande volume de material de campanha jogado nas ruas, optou-se por recolher o material diretamente nos carrinhos, que depois é despejado em caminhões que fazem a destinação correta do lixo”.
O aposentado Diógenes Basso, 56, declarou que após a última eleição, ao redor do colégio João XXIII os próprios moradores limparam as ruas. Segundo ele, a varredora presente no local até tentou trabalhar, mas não tinha sacos de lixo para realizar o serviço.
Segundo informações do vereador Moacir Romero, “é difícil afirmar com certeza desde quando está havendo problemas na varrição das ruas em Americana. O certo é que desde o início do segundo mandato do ex-prefeito Diego De Nadai, a jornada de trabalho dos servidores foi reduzida pela metade para economizar as refeições. Desde então o problema tem se agravado.” Ainda segundo ele, há informações – não confirmadas – de que o livro ponto era levado na casa dos trabalhadores para que estes assinassem e recebessem o salário.

Apesar das reclamações, a reportagem constatou que a falta de servidores não acontece em todos os bairros, e nem é rotineira. O estudante Igor Machado de Souza afirma não ter do que reclamar. “Meu bairro é limpinho. O problema é a coleta do lixo, que por estar passando por greves acaba prejudicando a limpeza das ruas.”

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Fernanda Mazi

UM COMENTÁRIO

  1. Saudade Mazinha.

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