Farmácia popular de Nova Odessa enfrenta crise

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Atualmente a Farmácia Popular, como qualquer órgão público, passa por uma fase de problemas decorrentes da falta de verba que se estende a todo o país. No caso de Nova Odessa embora seja subsidiada pelo estado e município, a Farmácia Popular também está em crise.

Balcão de atendimento em Farmácia Popular de Nova Odessa. Foto: Adriana Astrid Bergman

A Farmácia Popular- um programa do governo federal constituído por 393 unidades em todo o país – tem como objetivo auxiliar o acesso da população aos medicamentos.

Há algum tempo uma crise tem se instalado nessa instituição, por decorrência de cortes de gastos do governo federal. Assim, a saúde da população fica ameaçada, como Lilian Pelush Martinelli, funcionária pública da Farmácia Popular de Nova Odessa. Ela destaca a falta de medicamentos como os usados para tratar hipertensão, diabetes e asma; a deficiência de funcionários, pois muitas vezes os contratados não são capacitados para o trabalho (mesmo concursados) gerando um atendimento debilitado e falta de um espaço adequado, o que dificulta o atendimento à população, já que o local não é grande, nem funcional.

As pessoas que se encontram no ambiente da Farmácia Popular e que têm o costume de adquirir seus remédios na instituição têm como principal reclamação a falta de medicamentos.

Os funcionários afirmam que o pior problema mesmo é a falta de medicamentos.

A secretaria da saúde diz que busca resolvê-los, redistribuindo funções a funcionários; cortando gastos que não são imprescindíveis.

Estoque de medicamentos em Farmácia Popular. Foto: Adriana Astrid Bergman

Com isso as unidades têm sofrido ameaças de fechamento graças a esses cortes.

O que tranquiliza Nova Odessa é o auxílio da Prefeitura no suporte a sua manutenção. Isso é de bom proveito pois em outras cidades que não possuem esse auxílio a população terá que recorrer as farmácias conveniadas ao comércio comum, ligadas ao SUS. Mas nem todos os remédios são encontrados nesses estabelecimentos.

Tais farmácias conveniadas possuem 25 tipos de medicamentos que podem ser adquiridos de graça. Já a popular possui 125 tipos de remédios. O que causa preocupação são os remédios que são caros nas farmácias conveniadas. O Ministério da Saúde informa que o programa atende em média quase 10 milhões de pessoas por mês principalmente as de 60 anos de idade ou acima.

Para economizar o governo diz ter cortado as verbas e diz que não irá mais financiar os recursos para manutenção da mesma. Sendo assim, o governo local que quiser mantê-las abertas terá que usar o próprio recurso do município.

 

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Adriana Bergman

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