Festa do Peixe e da Cachaça atrai turistas para Piracicaba

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Thiago apresentando sua cachaça pela primeira vez na festa

A 14° Festa do Peixe e da Cachaça, aconteceu entre os dias 15 e 18 de novembro, no Engenho Central em Piracicaba. Com entrada gratuita, os piracicabanos e muitas pessoas da região puderam prestigiar a gastronomia, atrações musicais e a cachaça que faz tanto sucesso no interior de São Paulo. Na festa, que faz parte do calendário da cidade, os visitantes conseguiram degustar as bebidas antes de comprar.

O evento teve 14 expositores entre produtores de cachaça e donos de restaurantes de Piracicaba e cidades como Elias Fausto, Patrocínio Paulista e Franca. Duas cervejarias artesanais de Piracicaba marcaram presença: a Cevada Pura e Leuven.

Turistas andando e degustando as bebidas na festa

O produtor da Cachaçaria Tiquara, de Patrocínio Paulista, Marcos Macedo, disse que o evento é muito importante para a cultura de Piracicaba. “É gratificante estar aqui mais uma vez. Eu participo desde a segunda festa. Piracicaba sempre teve uma tradição de cachaça, então esse evento resgata essa história tão admirável, e dá espaço para nós, destacando os produtores artesanais da região”, contou.

A novidade desse ano foi a apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso do estudante do quinto semestre de Biocombustíveis da Fatep Piracicaba, Thiago Lima. Ele contou que desenvolveu uma cachaça a partir dos resíduos de uma fábrica de doces. Durante um ano ele estudou a fórmula para tirar a matéria prima da bebida. “Eu me identifiquei com a destilação e o tratamento do resido, percebi que ele é passível de fermentação. Dessa forma, consegui extrair a sacarose, e posteriormente fazer a quebra em glicose e frutose, através de uma levedura e a fermentação,” disse.

Thiago afirma que conseguiu produzir outros produtos com a sua fórmula, o álcool 70 usado em hospitais para efeito bactericida e o álcool em gel para uso de higiene pessoal. No próximo ano, ele pretende patentear e comercializar a bebida. “Ela vai se chamar cachaça Baleiro, já estou 100 litros envelhecendo em carvalho, ” contou.

Entre as opções de comida tinha espeto de camarão, cuscuz de frango, bolinho de tilápia. A professora Mariana Moraes experimentou alguns pratos, contou que a comida estava muito boa e o cardápio era bem regional. “Deu para perceber que eram alimentos de qualidade, apesar de não ter muitas variedades, mas os que tinham eram bem saborosos e me lembravam da minha infância quando vinha comer peixe na rua do porto com meus pais”, destacou.

A festa acontece todos os anos e tem em vista expandir a cultura da cidade. Além de atrair turistas e instigar a curiosidade dos mais chegados em cachaça.

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Keline Mendes

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