Festival de teatro agita circuito cultural de Piracicaba

“O teatro é uma arte que cabe todas as artes, como poesia, música”, declarou Tiche Vianna, então que abram-se as cortinas do teatro, pois está preste a começar mais um Fentepira, o Festival Nacional de Teatro de Piracicaba, que no ano de 2011 chega a sua sexta edição. Idealizado em 2005 afim de formar platéias, desmistificar a idéia de que teatro é caro, fazer o intercâmbio de idéias, e tornar as artes cênicas populares na cidade, o festival que acontece dos dias 29 de outubro e segue até o dia 06 de novembro, terá apresentações em diversos palcos da cidade.

Para o agente cultural integrante da comissão organizadora do festival, Felippe Limonge, “a expectativa que temos é que o público compareça, pois o festival está na sexta edição e tem pessoas na cidade que não sabem da existência dele”. Para Limonge, os piracicabanos não aproveitam por inteiro os  benefícios de um festival gratuito na cidade. “As pessoas não sabem que a prefeitura disponibiliza um festival com dez espetáculos totalmente gratuitos para a população”. Para o organizador há uma falta de cultura do piracicabano de ir ao teatro, pois “tem festivais em outras cidades do interior deSão Paulo e em outros lugares do Brasil que cobram dois reais a entrada e mesmo assim a população disputa por um ingresso”, declara Limonge.

As seletivas, que aconteceram entre os dias 3 e 6 de setembro, contou com a presença de três jurados, o ator e professor e diretor Antonio Chapéu, o também ator e diretor Roberto Rosa, e a diretora Tiche Vianna, que avaliaram 168 trabalhos do Brasil todo, de estados como Maranhão, Bahia, Ceará, Santa Catarina, porém a maioria dos inscritos é do estado de São Paulo.

Foto: FabianaBarrios
Foto: Fabiana Barrios

Durante a seletiva municipal, que aconteceu no XVII PiraTeatrando, evento que reuniu grupos de teatro da cidade, o frio na barriga imperou entre ostrês grupos de teatro que concorriam a uma vaga.  Os três participantes foram:

  • “A sombra de Medeia” daCompanhia Cia D’Vergente com direção deJoão Scarpa, que conta a historia de cinco mulheres, de lugares e épocas diferentes, que a exemplo deMedeia matam seu próprios filhos. Com histórias baseadas em fatos reais.

    Foto:FabianaBarrios

 

  • “Forfé canta lilás” do Grupo Forfé com direção Ricardo Vizinho, é um encontro entre a música teatro e poesia, que conta a história d atrajetória deum rapaz em busca da sua amada separada dele antes de nascer, e suas únicas pistas dela é que ela tem olhos azuis e muito triste, daí o nome Lilás a peça, pois ” a mistura do azul dosolhosdela com o vermelho do choro dá o lilás” declara o diretor Vizinho.
Foto:FabianaBarrios
  • “Nhô Lica – Aventura e desventuras do Capitão Félix do Amaral” daCompanhia Tragatralha Cia de teatrocom direção de Carlos ABC, conta uma historia passada na cidade, deNhô Lica quevaga entre a real e o ilusória garimpando pedregulhos pela cidade de Piracicaba, juntando assim uma fortuna, não se desprezando as aventuras vivida pelo personagem.

    Foto: Divulgação

O evento além de apresentações teatrais teve um bate papo chamado de “Papo de boteco” com Roberto Rosa, com o tema “Teatro no interior”. Além d eensaios cênicos e uma novidade, nesse ano um dos palcos da festival foi a entrada do cemitério da Saudade.

E o escolhido pelo júri foi Nhô Lica – Aventura e desventuras do Capitão Félix do Amaral.

Foto: FabianaBarrios

Os trabalhos passaram por uma breve triagem, e após este trabalho os jurados assistiram a cada uma das peças a fim de escolher as 10 que participaram do concurso, dessas dez, sete são destinadas ao público adulto e três ao infantil.

O resultado dos  escolhidos saiu no ultimo dia 15 de setembro , os escolhidos foram:

Foto: Divulgação
  • “A meia noite um solo desax na minha cabeça” do grupo de teatrohomônimo, da cidade de São Paulo que conta a história dedois amigo, desde o nascimento, namaternidade, até uma festa deréveillon de1983, pontuando acontecimentos quemarcaram o país e levando o enredo as tragédiascontraditórias destes dois amigos. Um filho de umaprostituta e o outro um classemédia típico.

    Foto: Divulgação
  • “Histórias portelefone” do grupo Cia. Delas de Teatro, da cidade deSão Paulo, um infanto juvenil que fala dahistória do Senhor Bianchini, um vendedor viajante, que tem uma filha quesó dorme após conversar com o pai, e todos os diasás 21 horas ele liga para ela e conta fabulososcontospara a menina, e por trás dalinha fica quatro telefonistas xeretas a escuta das estórias.
Foto: Divulgação
  • “Nhô Lica- As aventuras do Capitão Feliz do Amaral”, do grupo Tragatralha, da cidade de Piracicaba, o ganhador das seletivas municipais, conta uma história passada na cidade, deNhô Lica quevaga entre a real e o ilusória garimpando pedregulhos pela cidade de Piracicaba, juntando assim uma fortuna, não se desprezando as aventuras vivida pelo personagem.
Foto: Divulgação
  • “Ser tão Ser- Narrativas” daOutra Margem é um infanto-juvenil, do grupo Outra Margem da cidade de São Paulo, conta as mazelas vividas pormigrantes nordestinos, seus dia a dia, suas moradias.
Foto: Divulgação
  • Em “Kabul”, do grupo Amok , do estado de Rio de Janeiro, é inspirado no livro  Andorinhas deKabul, do escritor argelianoYasmina Khadra. Kabul conta de forma ficcional, histórias reais da guerra do Afeganistão que se iniciou em 1978.
Foto: Divulgação
  • Os “ContosProibidos”, do grupo Antropofocus, da cidade deCuritiba no Paraná, é umacomédiaexperimental que vem para contar histórias de pessoas em lugares diversos. Contos sobre pessoase atitudes que ninguém quer queo outros saibam.
Foto: Divulgação
  • O infanto-juvenil “O gato Malhado e Andorinha Sinhá”, do grupo 59 de Teatro, da cidade de São Paulo, é umapeça inspirado no livro homônima de Jorge Amado, que conta o estranho amor daandorinha Sinhá pelo mal humorado gato Malhado.
Foto: Divulgação
  • Em “O miolo daEstória” do grupo Santa Ignorancia Cia. de Arte, da cidade deSão Luiz do Maranhão, conta a história de João Miolo, um trabalhador da construção civil, que não vê reconhecimento em seu trabalho; e aomesmo tempo é um brincante de Bumba meu Boi, que sonha em ser um cantor de toadas, mas não tem sucesso.
Foto: Divulgação
  • “Atridas”, do grupo de teatro PH2: estado de teatro, da cidade de São Paulo, vem para falar das relações afetivas e violências vividas em nosso tempo.
Foto: Divulgação
  • “Canteiro” do grupo Cia. dos Inventivos, de Santo André, é uma peça inspirada no romance Viva o povo Brasileiro! de João Ubaldo Ribeiro, é uma homenagem aos brasileiros que constroem o país.

As apresentações acontecem em sua maioria no Teatro municipal Dr. Losso Netto, mas também no Casarão do Turismo, na Estação da Paulista, no Sesc Piracicaba, no Salão Nobre do Colégio Piracicabano, além da Praça José Bonifácio.

O festival conta ainda com diversas atividades paralelas, como oficinas, debates e palestras com renomados nomes das artes cênicas do país. O festival tem realização Prefeitura do Município de Piracicaba, por intermédio da Secretaria Municipal da Ação Cultural.

Para saber mais informações do festival visite o blog do Fentepira, fentepira.wordpress.com, ou então pode seguir o festival via Facebook“Fentepira”.

Breve História do Festival:

O Fentepira – Festival Nacional de Teatro de Piracicaba é o resultado de uma inquietação que nasceu dos artistas de teatro da cidade, que em certo momento se reuniram para refletir sobre o andamento da arte em Piracicaba. Nessas discussões nasceu o MTA (Movimento de Teatro de Piracicaba) que culminou na criação daAPITE! (Associação Piracicabana de Teatro) em 2005. A Apite!, por sua vez, realizou inúmeros eventos, oficinas, workshops e debates para osprópriosartistas cênicos da cidade, bem como para a população em geral. Em 2006 a Apite!, juntamente com a Prefeitura do Município de PIracicaba, por intermédio da Secretaria Municipal da Ação Cultural, organizaram o 1º Fentepira. O Festival nasceu de uma necessidade dos artistas de Piracicaba, atendida pelo Poder Público por meio da Secretaria Municipal daAção Cultural. A busca por uma política cultural que contemplasse essas e outras necessidades tomou corpo e um exemplo disso, foi a transformação do Festival em Lei Municipal aprovada por unanimidade na Câmara de Vereadores de Piracicaba no ano de 2007 (Lei 6072).

Fonte: Felippe Limonge

Share

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*