Fortes chuvas geram alagamentos constantes em Rio Claro

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Enchentes são problemas recorrentes na cidade de Rio Claro, interior de São Paulo. Empresários, comerciantes, moradores e motoristas vem sofrendo há anos com a situação, que atinge avenidas na área central do município, como a Visconde de Rio Claro, que todo verão padece com a falta de drenagem adequada, causando transtornos e prejuízos a quem precisa utilizar o local.

Um dos mais atingidos pelo problema é o empresário Marco Antônio do Prado, 48. Ele é de uma loja de autopeças na avenida Visconde de Rio Claro, local onde a maior parte da água fica concentrada em dias de enchentes em razão do Lago Azul, que fica a alguns metros do estabelecimento. “Toda vez que há uma chuva um pouco mais forte o Lago Azul transborda e a avenida alaga de ponta a ponta. Isso ocorre desde que eu abri minha loja há 16 anos”, explica o empresário.

Segundo o comerciante, a água chega a entrar nos estabelecimentos da avenida. “A última vez [que a água entrou] foi no ano de 2011, com um prejuízo grande. A água subiu muito e queimou computadores, molhou catálogos e documentos importantes que estavam arquivados. A prefeitura alegou que isso só ocorreu devido às comportadas do rio que estavam fechadas e a água, sem ter para onde ir, infiltrou pelos ralos, inundando toda a loja”.

Marco Antônio conta que fez algumas modificações no estabelecimento, como no balcão, para evitar a passagem de água em um eventual alagamento. De acordo com moradores da região, em 2014 o departamento de trânsito responsável por aquela área fez obras para tentar reparar esse problema. No entanto, nada resolveu.

Os alagamentos, além de gerarem problemas para os comerciantes e pedestres que tentam utilizar a avenida, acabam criando outros problemas para a população. Um deles é a mudança de rota de muitos motoristas que utilizam o local, resultando em trânsito complicado e intenso nas ruas do centro, rupturas no asfalto.

Outro agravante na avenida Visconde de Rio Claro, é que ela é utilizada por trabalhadores e estudantes que dependem do serviço de transporte público. A estudante Juliana Pereira, 19, se diz acostumada com o problema. ”Em dias de chuvas fortes eu já tenho que vir preparada, coloco minhas botas estilo jardineira que não deixa entrar água e pego também a meu guarda-chuva. Saio de casa pelo menos uma hora antes para evitar qualquer transtorno, porque às vezes o motorista do ônibus acaba tendo de tomar uma rota alternativa que faz com que eu chegue atrasada na aula”, afirmou.

Juliana disse que acha um absurdo isso acontecer toda vez que chove. Ela também relata que, além da inconveniência causada pelo alagamento da avenida, o odor deixado é horrível. Diz ter visto animais mortos flutuando pelas ruas. “Já vi uma vez até peixe boiando, que veio do Lago Azul, e o cheiro que fica impregnado por uns três dias é insuportável”, concluiu indignada.

Procuramos a prefeitura de Rio Claro, através do departamento de trânsito responsável pela avenida para saber se existe algum plano ou projeto para a resolução deste problema. No entanto, não recebemos nenhuma resposta até o fechamento desta matéria.

Vídeo gravado na avenida Visconde de Rio Claro apos fortes chuvas.

Fotos tiradas em frente a loja do comerciante Marco Antonio na avenida Visconde de Rio Claro próximo ao Lago Azul. (1/2)

Fotos tiradas em frente a loja do comerciante Marco Antonio na avenida Visconde de Rio Claro próximo ao Lago Azul. (2/2)

 

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Gabriel Rocha Cupido

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