Greve geral: Piracicaba e região registram protestos

A greve geral convocada para hoje, 14, por centrais sindicais e partidos de oposição ao governo, teve como pautas principais a reforma da previdência e cortes na educação. Piracicaba e as cidades da região registraram protestos a favor.

(Foto: Vitor Ferezini)

Cerca de 200 pessoas participam de manifestações em Piracicaba

(Foto: Vitor Ferezini)

A Greve Geral do dia 14 de junho em Piracicaba começou  na porta do Terminal Central de Integração (TCI) por volta das 6h30 da manhã, horário marcado pelos sindicatos que aderiram ao movimento. A manifestação se pautou contra a reforma da previdência social e o corte nos orçamentos educacionais. Cerca de 50 pessoas já estavam no local na chegada da nossa reportagem. Por volta das 8h30 o movimento aumentou para algo perto de 200 pessoas. Entre elas, sindicatos e lideranças partidárias da cidade: PT, PC do B, PCB E PSOL. O que pouco se viu foi a adesão de estudantes, alguns esalqueanos e outros do ensino médio. Perto das 10h a manifestação dispersou com a saída de alguns sindicatos com rumo à São Paulo. Um abaixo assinado contra a reforma e os cortes estava disponível na porta do Terminal Central de Integração (TCI).

 

Em entrevista à equipe do ‘Sou Repórter’, José Antônio Paiva , Vice Presidente do CONESPI e Presidente do Sindicato dos Bancário menciona os órgãos que aderiram à greve e estiveram presentes no manifesto em Piracicaba e na região.

 

O vice presidente da CONESPI ainda fala da importância dessas manifestações em cidades como Piracicaba.

 

Protestos à favor da greve geral acontecem no centro de Americana

(Foto: Gabrieli Emboaba)

Em Americana, as manifestações tiveram início na praça Herman Müller no por volta das 9h da manhã, horário marcado pelos sindicatos que aderiram ao movimento. Cerca de 30 pessoas já estavam no local, entre elas representantes do MST, sindicatos e lideranças partidárias da cidade. A greve se manteve na praça até 11h e depois percorreu pela Avenida Brasil.

Manifestação em Araras conta com apoio de estudantes da UFSCar

Na cidade de Araras, a manifestação que aconteceu na Praça Barão de Araras, foi mais discreta e contou com o apoio de cerca de 20 pessoas, em maioria estudantes da UFSCar. No entanto, estavam presentes também mulheres do Movimento Feminista Comunitário.

Mulheres do movimento feminista comunitário realizam ações de panfletagem (Foto: Maria Rita Zuliani)

Estudantes da UFSCar, campus de Araras, aderem à greve e ajudam na panfletagem (Foto: Maria Rita Zuliani)

Com incentivo delas, os estudantes, que chegaram à praça por volta das 11h30 da manhã, ajudaram a distribuir jornais que continham informações sobre a proposta de governo de reforma da previdência.

O SMTCA (Serviço Municipal de Transporte Coletivo de Araras) não aderiu a greve e os ônibus transitaram normalmente durante o dia na cidade. Já na UFSCar somente houve adesão de parte da universidade. As agências bancárias também funcionaram sem adesão.

Layra Neitzer, estudante de história e militante, acredita que a manifestação em Araras tenha sido pequena devido a uma falha de divulgação. “Falta um pouco de trabalho de base da esquerda, dentro das escolas e sindicatos, para conseguirmos trazer o povo para a rua e também uma adesão maior nos protestos”, afirma.

Layra acredita que os protestos em favor a greve geral são importantes principalmente para informar os trabalhadores. “Essa reforma é para beneficiar bancos e detentores do capital e não o trabalhador. Vemos mudanças injustas tanto para o trabalhador, quanto para os estudantes”, finalizou.

Cerca de 20 pessoas participaram da manifestação em favor à greve em Araras (Foto: Maria Rita Zuliani)

 

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Maria Rita Zuliani Pereira

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