Identidade Drag

Duas identidades em um só corpo, vivendo em universos paralelos: Alexya, Drama, Lana, Morgana, Nenny e Raava representam a veia artística que vive dentro de Bruno, Guilherme, Mateus Pereira, Bárbara, Gabriel e Mateus Santana. Em Identidade Drag, você conhecerá as histórias de seis drag queens da região de Piracicaba que equilibram duas rotinas e carreiras distintas: sonhos, planos para o futuro e como a arte drag entrou em suas vidas e quais os impactos e preconceitos que enfrentaram pelo caminho.


HISTÓRIA DRAG

O mundo drag não tem origem datada, mas atualmente tem grande participação no entretenimento internacional.

Não se sabe ao certo, mas especula-se que o termo “drag queen” surgiu por volta de 1800 como uma forma depreciativa para falar de homossexuais. A primeira drag de que se tem notícia é o norte-americano Brigham Morris Young, que adotava o nome de Madam Pattrini no século 19, quando o termo drag queen se tornou específico, se referindo a qualquer homem que se vestisse de mulher. A arte não era considerada crime, mas muitos eram presos por sodomia ou prostituição.

Brigham Morris Young como Madam Pattrini.

Na virada para o século 20, Julian Eltinge ganhou destaque como comediante drag na Broadway e Florin performava em Paris, onde a cena drag também ganhava espaço. Entre os anos 30 e 40, era necessário investimento para se tornar drag, que tentavam achar seu lugar na sociedade. Em 1947, a Flamingo Club (Los Angeles) era uma das principais casas de shows para as performers.

Nos anos 1960, a drag Divine se tornou a grande inspiradora do cineasta John Waters, atuando em suas produções, como Mondo Trasho (1969), Multiple Maniacs (1970), Pink Flamingos (1972) e Female Trouble (1974), que se tornaram produções cult.

A partir da década de 70, as drag queens começaram a ter mais destaque entre o público geral e nos 20 anos seguintes atingiram grande sucesso. A arte ficou ainda mais popularizada com RuPaul a partir de 2009, com a estreia de seu reality show, RuPaul’s Drag Race , que levou o universo drag para jovens de forma descontraída por meio de uma competição. O programa também deu visibilidade e oportunidade para novos talentos surgirem, como Adore Delano, Alaska Thunderfuck, Sharon Needles, etc.

No Brasil, nomes conhecidos da cena drag são Silvetty Montilla, Dimmy Kieer, Salete Campari e, mais recentemente, Pabllo Vittar, Lia Clark e Gloria Groove.

(Fonte: Fashion Bubbles)

 

DRAGS NA MÍDIA

RU PAUL

RuPaul Andre Charles nasceu em San Diego, Califórnia (Estados Unidos) em 1960 e se tornou a drag queen mais conhecida de todos os tempos. Começou sua carreira no início dos anos 80 em Nova York. Foi a primeira drag queen a se tornar modelo e ter seu próprio talk show (“The RuPaul Show”), no canal VH1. Atualmente é atriz, modelo, autora, cantora e apresentadora.

Em 2009, criou o programa “RuPaul’s Drag Race”, competição para encontrar a próxima drag estrela dos Estados Unidos. O reality show se popularizou e uma das maiores formas de representatividade da arte drag queen na realidade e revelando novos talentos. O programa já possui nove temporadas e impulsionou a carreira musical de inúmeras drags, inclusive RuPaul, que já tem mais de dez CDs gravados.

Fonte: rupaul.com

 

PABLLO VITTAR

Pabllo Vittar nasceu Phabullo Rodrigues de Silva em 1994 em Santa Inês (MA) e é a drag queen mais influente do Brasil. Ganhou espaço na mídia em 2015, ao lançar “Open Bar”, interpretação em português com uma versão pop e samba do hit “Lean On”, do grupo eletrônico Major Lazer.

Lançou seu primeiro CD de estúdio, Vai Passar Mal, em janeiro desse ano. O clipe da música “Todo Dia” ultrapassou a marca de 16 milhões de visualizações no YouTube, se tornando a música autoral de uma drag queen mais vista do mundo.

Fonte: facebook.com/vittar.pabllo/

 

LIA CLARK

Rhael Lima de Oliveira tem 25 anos e é conhecido artisticamente como Lia Clark. A drag nascida em Santos (SP) ficou nacionalmente conhecida em 2016 com o hit “Trava Trava”. Em pouco tempo de carreira, já se tornou uma das representantes mais famosas da arte drag brasileira.

É considerada a primeira drag queen funkeira do Brasil, seu hit mais recente, Chifrudo, lhe rendeu um bloco no carnaval paulista, intitulado “Baile da Boneca”, resultado de uma parceria com uma marca de cosméticos nacional.

Fonte: facebook.com/liaclarkoficial

 

IDENTIDADE DRAG

Para conhecer a história de Alexya Campbell, Drama Graysky, Lana Deville, Morgana Simmons, Nenny Park e Raava Graysky, acesse nosso site.

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Identidade Drag foi realizado por Andressa Santos, Ana Clara Gaspareto, Jeniffer Reis, Marcela Freitas Paes, Natália Cordeiro e Vitor Ferezini, alunos do sétimo semestre de jornalismo, e orientado pelo prof. Wanderley Garcia para a disciplina Reportagem Multimídia (2017).

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Marcela Freitas Paes

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