Manifestação contra reorganização das escolas reúne dez professores

A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) convidou pais e alunos a realizarem uma manifestação contra a reorganização escolar em ciclos. O movimento aconteceu no sábado, dia 7, na praça “Barão de Araras”, na cidade de Araras-SP, mas teve a adesão de apenas dez professores.

A Apeoesp reuniu-se, dia 7, para protestar contra a reorganização escolar em Araras. Foto: Maria Rita Zuliani
A Apeoesp reuniu-se, dia 7, para protestar contra a reorganização escolar em Araras. Foto: Maria Rita Zuliani

Mesmo anunciada em carro de som por 6 horas diárias, durante 3 dias, aos arredores das escolas, a Apeoesp acredita que a ausência de pessoas na manifestação deva-se a retaliação e pressão de gestão dos diretores das escolas. “Muitos alunos testemunharam o diretor da escola que estudam dar ordens expressas quanto à tomada de providências caso os mesmos comparecessem a manifestação”, disse a professora Vera, da diretoria da subsede 7 de Araras. “Com isso, a Apeoesp se retira, já que a não participação demonstra que os alunos, pais e servidores estão de acordo com essa ‘bagunça’ da Secretaria da Educação”, afirma.

Um aluno que participou da movimentação e não quis se identificar comentou sua insatisfação da nova decisão imposta pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. “Não sou a favor da reorganização, pois foi uma decisão tomada sem avisos prévios ou sequer foi questionado a nós, alunos, se concordamos com isso ou não. Os estudantes criaram vínculo com a escola e tudo está acontecendo muito rápido”, explica.

Segundo o professor Maia, representante da Apeosp de Araras, pais e alunos estavam convidados a manifestar contra a reorganização, porém, o convite ainda abrangeria docentes da rede municipal que também não concordam com essa medida.

A manifestação contou com a presença de aproximadamente dez professores da diretoria da subsede da Apeoesp de Araras, comissão do sindicato dos aposentados e representantes das EEs “Yolanda Salles Cabianca”, “Doutor Maximiliano Baruto”, “Professor Oscar Alves Janeiro” e “ Professora Joanita Kammer Martins Pereira, além de alguns estudantes.

A aluna do 2º ano do ensino médio da EE “Francisco Graziano”, Lara Emídio, utilizou vários artifícios para protestar contra a reorganização, que, segundo ela, fez uso da Tribuna Livre em Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Araras para discutir o assunto, realizou manifestações dentro da escola em que estuda, foi até a diretoria de ensino em Pirassununga e participou de protesto realizado na Avenida Paulista, em São Paulo. “Foi uma decisão tomada sem consultar ninguém. Essa medida afeta pais, alunos e professores. Não é benéfica para ninguém, só para a Secretaria que, aparentemente quer cortar custos”, afirma a estudante.

A Reorganização

A reorganização, anunciada no dia 23 de outubro pela Secretaria de Educação, envolverá cinco escolas estaduais em Araras, “Professora Judith Ferrão Legaspe”, “Maximiliano Baruto”, “Francisco Graziano”, “Professora Yolanda Salles Cabianca” e “Cesário Coimbra”.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, o projeto elaborado tem como objetivo oferecer às crianças e jovens matriculados no Ensino Fundamental e Médio um sistema de aprendizagem mais adequada à faixa etária dos estudantes, dividindo-os por ciclos. “A transferência dos alunos será feita respeitando o limite de 1,5 km para a nova escola. Muitos estudantes que já moram longe da instituição utilizam o transporte escolar gratuito”, afirma a assessoria.

As matrículas na rede estadual já estão abertas. Os responsáveis pelos alunos devem se dirigir a escola e fornecer nome completo do aluno, data de nascimento, endereço e telefone, portando a certidão de nascimento e comprovante de residência.

Mapa interativo das escolas reorganizadas

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