Moradores se arriscam para cruzar ponte interditada

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A interdição da ponte que faz a ligação entre o Tamandupá, bairro rural de Piracicaba, e o Recreio, bairro de Charqueada, ocorrida em 2011, não foi suficiente para evitar que moradores da região deixassem de usar a estrutura que está comprometida. À época da interdição, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes de Piracicaba indicou como caminho alternativo a estrada da Usina Costa Pinto, mas poucas pessoas usam a via recomendada.

A colocação de obstáculos como manilhas, grandes pedras e terra nas duas extremidades da ponte não foi suficiente para evitar que o local seja usado para a travessia das pessoas que vivem na região. A maioria dos que se arriscam pela antiga estrutura alega a necessidade de prestar serviços ou fazer compras no bairro vizinho. “Sempre que preciso de alguma coisa no mercado, peço para meu filho ir comprar no Recreio, a ponte está interditada, mas ele vai assim mesmo. A maioria das pessoas vai pela ponte, é o caminho mais rápido”, conta a moradora Maria de Lourdes.

A ponte foi construída há 5o anos. A estrutura é de ferro e a base é de madeira. Nunca foi completamente reformada. As pequenas intervenções no local serviram apenas para substituir parte da estrutura de madeira. No ano do bloqueio, em 2011, houve uma reunião entre o o então prefeito de Piracicaba, Barjas Negri, representantes da Cosan e o deputado Roberto Morais. No encontro, Barjas teria se comprometido a contratar o projeto para a nova ponte. Porém, até agora, o máximo que fizeram foi bloquear a passagem. O secretario de Obras Rurais de Piracicaba, Waldemar Gimenez, disse à reportagem que uma nova reunião entre o atual prefeito, Gabriel Ferrato, e engenheiros da Cosan deve ser agenda em breve para abordar o assunto.

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