Obra de piscina abandonada gera queixas em S. Bárbara

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Há três anos Santa Bárbara d’Oeste sofre um dilema. Em fevereiro de 2011 foi anunciada a construção da primeira piscina pública da cidade, que seria uma forma de incentivo e lazer para a população. Mas a obra foi paralisada em abril de 2012. A construção teria as medidas oficiais de uma piscina olímpica o que permitiria ao município receber competições nacionais e internacionais de natação e demais esportes aquáticos.
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A piscina levaria o nome do nadador Cesar Cielo como uma homenagem por ele ter nascido e residido na cidade. O município receberia R$ 2 milhões em recursos do Ministério dos Esportes, mas a obra não foi concluída e desde abril de 2012 está abandonada. A Prefeitura rompeu o contrato com a construtora e informou que tenta fazer uma nova licitação para retomar as obras.

A paralisação das obras não passa despercebida para os moradores da cidade de 190 mil habitantes. Para quem vive praticamente ao lado do canteiro de obras, a convivência com o problema é ainda pior.

A moradora Marilene Silva acompanhou a obra desde o começo e se diz insatisfeita com o andamento do projeto: “Se começou tem que terminar”. Além de pontuar o fato de ser uma obra a céu aberto, ela relata que com a chuva, o acúmulo de água acaba tornando-se um criadouro para o mosquito da dengue. “Aqui na minha rua todo mundo pegou (a doença), graças a Deus eu não peguei, porque praticamente eu não fico em casa, mas eles foram à Prefeitura, reclamaram que estava tendo muito mosquito, mas não foi feito nada”, disse.

Em resposta ao requerimento apresentado pelo vereador Valmir Alcântara de Oliveira, o Careca do Esporte (PROS), a Prefeitura informou, em fevereiro de 2013, que o custo total da obra na época era de R$ 3,3 milhões, e houve um repasse de recursos federais no valor de R$ 2,3 milhões. Na ocasião a Prefeitura informou que o dinheiro utilizado na obra foi de 1,6 milhão. Procurada, a prefeitura informou, via assessoria de imprensa que no final de 2013 a Administração Municipal rompeu com o contrato com a construtora que não estaria cumprindo o estabelecido.

Segundo o setor de comunicação, a rescisão teve o objetivo de proteger o município das possíveis consequências da incompatibilidade entre gestão de obra da empresa contratada e o sistema de repasse do convênio. Desde então, com o apoio da Caixa Econômica Federal, o município trabalha para a realização de uma nova licitação e a retomada dos serviços.

O projeto contempla apenas piscina e casa de máquinas, por isso, a Prefeitura busca também viabilizar o complemento das obras, já que vestiário, iluminação, arquibancada e piscina de aquecimento não constam na planta.

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Já a esteticista Letícia Domingues, que mora em frente ao local, disse que a quantidade de bichos e animais peçonhentos vindos da obra é grande e incomoda toda a rua “É quase comum você encontrar rato pela rua, escorpião, cobra, aranha. Esses dias vimos uma raposa atravessando a rua, atrapalhando o trânsito, é muito perigoso e queremos uma resposta da prefeitura, que algo seja feito, porque continuar assim não dá”, reclamou.

 

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Fernanda Toledo

2 COMENTÁRIO

  1. Parabéns pela matéria. 🙂

  2. Parabéns Fer… Ficou ótimo!!!

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