Parada LGBT traz público jovem para as ruas de Piracicaba

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A 9ª Parada LGBT de Piracicaba, , no dia 8 de novembro, encerrou as atividades do Encontro Estadual da Juventude do Fórum Paulista LGBT, que começou na quinta-feira, 5, e trouxe para a cidade discussões sobre gênero e diversidade sexual, com oficinas educativas, palestras e apresentações de teatro.
A concentração para a Parada começou às 14hrs, no cruzamento das Avenidas 31 de Março e Independência, e contava com a apresentação de teatro do grupo “Por Volta de Logo Depois”, que abriu o desfile com sua peça “Liberdade, Liber[ ]dades”. Nela são abordados assuntos sociais, com criticas a preconceitos e ao Estado.
Realizada pela ONG Casvi (Centro de Apoio e Solidariedade à Vida) e pelo Fórum Paulista LGBT, o encontro também teve o apoio da Prefeitura e de secretarias como a Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural), Secretaria Municipal de Saúde e Semuttram (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes). Além da Guarda Civil e Polícia Militar, que garantiram a segurança no desfile.
“Sejam muito bem vindos nessa cidade que, junto como movimento, junto como poder público, trabalhamos contra o preconceito, contra a discriminação, a favor da paz e contra a violência”, disse o Prefeito Gabriel Ferrato, em um pequeno discurso antes da saída do desfile.
O evento trouxe para as ruas um público jovem e até mesmo crianças, com o tema: “Juventude: Por uma família que acolhe a diversidade”. Para Larissa, ativista e participante do Coletivo LGBT Comunista, a participação do público jovem é muito importante, pois, cada vez mais a comunidade LGBT esta acolhendo adolescentes que não podem contar com o apoio da família. Segundo Larissa, eles são as maiores vítimas de homofobia, que se manifesta desde xingamentos à agressões até mesmo dentro de casa. Parafraseando Rupaul, uma das mais famosas Drag Queens, ela termina dizendo que “nós, homossexuais, temos de escolher e ser nossa própria família”.
Drag Queens e casais heterossexuais também participavam do desfile. Representantes de associações, coletivos e participantes fizeram pequenos discursos, nos quais uma das criticas era ao novo estatuto da família. A proposta de estatuto, em tramitação na Câmara dos Deputados define família apenas como a união de um homem, uma mulher e filhos e não reconhece outros tipos de formação.
Ao coro de “Fora Cunha!”, Ricardo Vos, representante do Coletivo LGBT Comunista de São Paulo, declarou que o estatuto era um ataque aos movimentos e que os mesmos deveriam lutar para combatê-lo, ocupando cada vez mais espaços.
Enquanto isso, representante da secretaria da saúde distribuía camisinhas e falavam sobre educação sexual com os participantes.
Com convidados especiais como a Drag Queen Tchaka, que anima as paradas na capital paulista, o ex-bbb Serginho e importantes ativistas LGBT de todo o Estado de São Paulo, o desfile começou por volta das 16h, passou pela Avenida Armando Salles e seguiu para o Engenho Central, onde aconteceria os shows de encerramento, com os DJ’s: Joey Lima, Paulo Pringles, Tone Set, Paulo George, Tigger, Lukas Santos e Fernando Cesar. Além do show da Banda Uó, de tecnobrega, que tem Mel Gonçalves (Candy Mel) como vocalista, transexual que recentemente estrelou a campanha publicitaria sobre Outubro Rosa.

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