Parto humanizado conquista espaço entre mulheres modernas

Em pleno século 21, quando a tecnologia alcança novos resultados a cada dia, existem mulheres determinadas a deixar que a natureza exerça sua força durante o parto. Algo que foi costume nos tempos de suas bisavós ou avós ainda é a opção de muitas delas. O parto humanizado normalmente é realizado no ambiente familiar, ou seja, onde a criança irá crescer e se desenvolver. O nascimento pode ser no local onde a mãe se sentir mais segura: piscina, banheira ou na cama. Porém, antes de qualquer decisão, é necessário que a gestante seja avaliada por um médico, pois será um parto sem intervenção.

Quem auxilia a mulher no momento do parto são parteiras e doulas. Leide Leite, enfermeira na rede pública, realizou a formação de doula em maio do ano passado, além de outros cursos que envolvem a gestação e o pós-parto, como educadora perinatal e outros. “Buscamos resgatar a tradição das parteiras que foram ‘extintas’ na nossa geração. Utilizamos ervas, fazemos rezas e usamos alguns saberes das nossas ancestrais. Somos uma equipe, e nosso aprendizado vem de uma ONG chamada Cais do Parto, formada por uma geração de parteiras que transmitem seus conhecimentos”, explica.

“Acho importante a divulgação do parto. Precisamos alertar a mulher moderna que nem todo caso necessita de intervenção médica”, defende Maria Carolina dos anjos, que é mãe de Maria Fernanda, que nasceu em novembro de 2013 em uma piscina plástica no quintal da casa. Maria Caroline considera que a participação do namorado Michel Saboya de Albuquerque no momento do parto foi importante para dar segurança a ela. “A presença dele foi fundamental para mim. Se não fosse a confiança que ele me passou, eu não sei o que seria. Realmente foi demais. E todos que estavam observando puderam se aproximar. Eu transbordava de amor e paz”.

Share

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*