Piracicaba registra 5.640 acidentes de trabalho em sete meses

Índices de Acidentes de Trabalho em Piracicaba
Índices de Acidentes de Trabalho em Piracicaba

Segundo o SIVAT (Sistema de Vigilância dos Acidentes de Trabalho), o município de Piracicaba registrou , até dia 31 de julho desde ano, 5.640 acidentes de trabalho, contra 5.579 registrados no mesmo período de 2010, e 5.163 até julho de 2009.
Dos 5.640 acidentes registrados até julho desde ano, 4.739 deles foram caracterizados típicos, aqueles decorrentes das características da atividade profissional desempenhada pelo acidentado, e 887 de trajeto, aqueles que ocorrem no trajeto entre a residência e o local de trabalho da vítima e vice-versa.
Na maioria dos casos, 4.553, os acidentes são considerados de gravidade leve. Porém, até julho, nove mortes já foram registradas na cidade em decorrência desse tipo de acidente. As principais causas, ainda segundo os registros do SIVAT, são Máquinas e Equipamentos, contabilizando 937 casos. As mãos e membros inferiores são as partes do corpo mais atingidas, com 1570 e 1041 casos, respectivamente. Entre os setores mais suscetíveis estão o de Metalurgia, com 19% dos casos, e da Construção Civil, 11%. Os homens são as principais vítimas, somando 4.513 acidentes.
Segundo Wagner da Silveira, secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba, existem dois principais agravantes para uma maior ocorrência de casos no setor metalúrgico. O primeiro deles é uma maior contratação para área entre os meses de janeiro e maio, 1.869 segundo o Ministério do Trabalho, o que aumenta o número de trabalhadores e assim a suscetibilidade à acidentes, e, como segundo agravante, as máquinas obsoletas.
Alessandro J. N. Silva, técnico em Segurança do Trabalho do CEREST (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador), afirma que além do grande contingente de trabalhadores na área, aproximadamente 20 mil na cidade de Piracicaba , e das máquinas sem proteção e obsoletas, está o comportamento das empresas em relação a esse tipo de problema. “O sistema de gestão das empresas hoje, não consegue chegar antes de acontecer o acidente, pois ainda persiste a culpabilização da vítima, em vez de terem propostas eficazes de prevenção. Nestes casos as empresas preferem remediar, em vez de chegar antes de um acidente e/ou doença, e construir uma política de prevenção”, conta Silva.
O Sindicato tem uma parceria com o CEREST na busca de melhores condições de saúde e trabalho. Para tal, são promovidas palestras para conscientizar tanto os trabalhadores quanto os empregadores, como, por exemplo o Encontro de Cipeiros, realizado em junho desde ano e o Encontro do Setor Metalúrgico, em maio.
O CEREST oferece também, aos trabalhadores encaminhados pelo SUS e Sindicatos, em parceria com o Ministério do Trabalho e a Secretária Municipal de Saúde, assistência média, acolhimento aos portadores de doenças do trabalho, auxílio na abertura de CAT (Comunicado de Acidente de Trabalho), além de educação permanente em saúde do trabalhador para a sociedade em geral.

 

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Elisabete Alhadas

Aluna de Jornalismo da UNIMEP bete_alhadas@hotmail.com elasantos@unimep.br

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