PISTA DO CEASA CONTINUA COM PROBLEMAS MESMO APÓS OBRAS

O trecho do anel viário que liga as rodovias do Açúcar (SP-308) e Cornélio Pires (SP-127), a chamada pista do Ceasa ou Ceagesp, se encontra em péssimas condições em quatro de seus oito quilômetros e coloca em perigo motoristas e caminhoneiros que passam pela vicinal diariamente. No local sobram buracos e falta sinalização. Também há lixo e entulho jogado à beira da pista e não existe acostamento. O trecho apresenta ondulação e motoristas reclamam do desnível da pista, provocado algumas vezes por acúmulo de massa asfáltica das recorrentes manutenções. Há placas de trânsito apagadas, quebradas e em falta, e as faixas do chão aparecem em alguns pontos e em outros estão completamente apagadas.

Centenas de motoristas e principalmente caminhoneiros que utilizam a pista todos os dias como desvio para não atravessar a cidade precisam ter cautela e um bom farol à noite, já que não há nenhuma iluminação e placas que os guie por lá. De acordo com o motorista André Trevisan, que utiliza a vicinal diariamente para trabalhar, as autoridades responsáveis precisam urgentemente realizar a manutenção completa da pista para evitar graves acidentes. “De noite não há iluminação nenhuma e a sinalização é precária. Como não tem faixa na pista, é difícil saber onde está começando a curva. Uma pessoa que não conhece o local pode facilmente sofrer um acidente aqui”.

Além dos motoristas, os comerciantes da região também sofrem com o mal estado da pista. Os buracos presentes na estrada prejudicam o transporte de alimentos, que muitas vezes chegam destruídos aos centros de distribuição e abastecimento. A falta de acostamento coloca em perigo quem passa pelo lugar muito trafegado por grandes carretas. Não há para onde parar numa situação de emergência.

Ceasa

Trecho da pista do Ceasa (foto: Thaís Passos)

No início do ano, em decorrência da forte chuva do dia 19 de fevereiro, o anel viário teve de ficar interditado por 3 meses após o asfalto ceder e abrir fenda em uma ponte da pista. A interdição prejudicou muitas pessoas que utilizam a vicinal diariamente, como caminhoneiros e moradores do local, que precisaram dar uma grande volta por dentro da cidade para ter acesso às rodovias do Açúcar e Cornélio Pires. A concessionária Rodovia das Colinas ficou responsável pelas obras de recuperação, mas apenas consertou aquele trecho, deixando muitos outros para trás. Por isso que mesmo após as obras, moradores da região e motoristas reclamam do trecho em péssimas condições para que as autoridades realizem o total recapeamento da pista.

Já ocorreu uma manifestação por parte dos comerciantes e moradores do Ceasa em 2013, que atearam fogo em pneus num trecho da vicinal, interditando o local por algumas horas. Alguns momentos antes do fato, ocorreu um acidente entre um caminhão e uma van no local, onde a roda da carreta saiu e atingiu o veículo, após o caminhoneiro passar por um buraco da pista. Porém, as más condições do pavimento persistem mesmo após anos de reclamações e acidentes.

DIVERGÊNCIAS
Percorrendo todo o anel viário é possível perceber claramente as diferenças entre os quatro primeiros quilômetros a partir da rodovia do Açúcar, que é de responsabilidade da concessionária Rodovias do Tietê, com o trecho administrado pela Rodovia das Colinas.

A primeira metade está em bom estado de conservação. Mas o abandono encontrado nos quatro quilômetros a partir da rodovia Cornélio Pires até a metade do caminho não possui responsável assumido para realizar obras estruturais. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informa que a vicinal é de propriedade da prefeitura. De acordo com a assessoria de imprensa da concessionária Rodovia das Colinas, apenas as manutenções de rotina e conservação do pavimento (tapa-buracos) é de responsabilidade da empresa, a mesma que realizou as obras no começo deste ano. No caso de obras estruturais como cuidados com o acostamento, Prefeitura e a Artesp (Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo), discordam sobre a responsabilidade. A assessoria da prefeitura informou que têm sido feitas solicitações à Artesp para incluir a propriedade dessa vicinal às concessionárias que administram o trecho, pedindo recapeamentos e a solução definitiva do problema. Porém, a agência alegou que quaisquer outras obras além do tapa-buraco devem ser feitas pelo município.

Segundo o caminhoneiro Adriano Souza, que utiliza a estrada frequentemente, “deveria ter uma melhor sinalização aqui, principalmente perto das empresas, pra facilitar quem trabalha por aqui diariamente, pois o risco de acontecer um acidente nessas condições é enorme”.

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Thaís Passos da Cruz

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