Professores da Unimep cobram pagamento de salários

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Alguns cursos tiveram aulas canceladas por conta da reunião (Foto: Débora Bontorim)

No dia 15 de outubro, Dia dos Professores, os docentes da Unimep se reuniram para discutir diversos problemas enfrentados pela categoria. A reunião, realizada no período noturno, contou com a participação de 109 professores e ocorreu na própria universidade, com organização da Adunimep (Associação dos Docentes da Unimep).

A reunião, que foi realizada tanto no período diurno quanto no noturno, teve como motivo principal a insatisfação dos professores com o atraso no pagamento dos salários. “Não é a primeira vez. Já tivemos, há tempos atrás, três problemas com pagamentos. Então, agora, nós achamos que chegou ao limite essa situação.”, afirma Maria Thereza Miguel Peres, vice-presidente da Adunimep. “Resolvemos comemorar o nosso dia com esse nível de consciência sobre nossas condições de trabalho”, completa Thereza.

Ainda segundo a vice-presidente, o setor financeiro da Universidade alega, pelo último atraso, um desequilíbrio financeiro gerado pela falta de pagamento relativo ao FIES (Fundo de Investimento Estudantil), por parte do governo, prejudicando assim o pagamento do salário aos docentes. A Unimep passa por uma crise financeira já há algum tempo e com os problemas do FIES a universidade perdeu diversos alunos.

Os salários têm sido pagos com atraso ou parceladamente, desde o inicio deste ano. “Neste mês a universidade pagou duas parcelas, mas ainda não integralizou 100% do pagamento dos professores”, conta Paulo Roberto Botão, professor do curso de jornalismo. “Houve um atraso de alguns dias em janeiro e outro referente ao 13º em julho.”, completa. Esses atrasos já foram quitados pela universidade.

Como o pagamento é feito parceladamente, o atraso não afeta todos os docentes. Referente ao pagamento deste mês, a universidade pagou um total de R$4 mil, portanto os professores que recebem salário até esta quantia, não sofreram com o retardamento.

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Docentes participam de reunião (Foto:Débora Bontorim)

Os professores puderam discutir e expor suas opiniões sobre o assunto, e mostraram sua insatisfação não apenas com os problemas salariais, mas também com os cortes que a Universidade está fazendo nos projetos pedagógicos, feitos para enfrentar a crise. Os docentes  reivindicam também uma discussão sobre o plano de carreira, revisão das políticas de pesquisa e extensão, melhores condições em sala de aula, entre outras questões.

Como resultado do debate desta quinta-feira, foi realizada uma assembleia dos docentes no dia 21 de outubro. “É uma assembleia importante, porque é um momento em que os professores vão se mobilizar pra cobrar da administração da universidade uma posição mais clara em relação ao seu projeto pedagógico e suas questões financeiras e administrativas”, diz Botão.

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