Projetos técnico-científicos: criatividade e inovação

A necessidade de buscar novas fontes de energia é cada vez maior no decorrer do tempo. Foi pensando nisso que os alunos Roger Gomes, Felipe Souza e Pedro Pimentel, do 2º ano do ensino médio da ETEC Trajano Camargo, desenvolveram o projeto G.E.B.A. (Geração de Energia à Base de Ar).

O projeto consiste na produção de energia eólica a partir de aerogeradores, que seriam implantados na superfície de trens. O próprio movimento dos trens seria suficiente para que a geração de energia fosse viável, e esta seria armazenada em um vagão especial que faria a função de bateria – depois seria descarregada em uma estação especial, que distribuiria a energia por sua região.

Foto: Roger Gomes. Modelo base para o aerogerador: a energia é gerada a partir do movimento das hélices
Foto: Roger Gomes. Modelo base para o aerogerador: a energia é gerada a partir do movimento das hélices

Além de ser mais uma alternativa para a obtenção deste tipo de energia, o projeto pode ser um fator de incentivo para que haja novos investimentos na malha ferroviária brasileira, que não possui estrutura suficiente para atender à demanda existente.

Os alunos desenvolveram o projeto na disciplina específica para esse fim, chamada “Projetos Técnico-Científicos”. “Nós vimos o quão importante será a energia limpa num futuro próximo, então decidimos expandir uma fonte de energia já utilizada – a eólica – a fim de ampliar sua capacidade de geração de energia em qualquer lugar. Além disso, também pensamos no projeto como uma oportunidade de reviver a importância das linhas ferroviárias brasileiras, que acabaram ficando obsoletas ao longo dos anos”, comenta Roger.

Também utilizando ferramentas tecnológicas, porém de uma maneira completamente diferente, os alunos Diego Mota, Diego Araújo e Kevin Marçal criaram o projeto “Jotadef” – uma adaptação para jogos de tabuleiro, a fim de incluir socialmente pessoas com amputação parcial ou deficiência motora dos membros superiores.

Isso é possível graças à utilização de um eletroímã integrado a uma ferramenta de extensão do membro debilitado, que é fixada nele. As pessoas sem deficiência podem simplesmente segurar a extensão. Para ativar o eletroímã é preciso acionar apenas um botão – e isso pode ser feito tanto com as mãos quanto com os pés, no caso dos deficientes. “Estávamos pensando sobre o que fazer para o projeto, então nossa professora orientadora, Patrícia Tancredo, comentou que havia destaque acerca dos projetos que envolvem inclusão social – foi aí que o Araújo teve a ideia de um jogo de damas adaptado”, explica Diego Mota.

 

Foto: Diego Mota. Tabuleiro, eletroímã e botão utilizado para acionar o dispositivo – o projeto está na fase de aprimoramento
Foto: Diego Mota. Tabuleiro, eletroímã e botão utilizado para acionar o dispositivo – o projeto está na fase de aprimoramento

 

Além de proporcionar diversão, alegria e inclusão social aos praticantes, o jogo acaba fazendo com que os deficientes físicos exercitem os membros superiores afetados e com capacidade de movimento reduzida.

Ambos os grupos pretendem continuar desenvolvendo seus projetos. Os alunos acreditam que essa disciplina os prepara tanto para a vida acadêmica quanto para o mercado de trabalho, pois há a necessidade de interação entre o grupo, proatividade, organização e empenho. Além disso, são feitos relatórios constantemente. “Não queremos parar por aqui. Mesmo que não consigamos patrocínio, pretendemos levar a diante nosso projeto”, enfatiza Diego Araújo.

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