Reciclagem ajuda na renda de moradora de Capivari

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Com dinheiro insuficiente da aposentadoria, moradora descobre na reciclagem um sustento para a família

A aposentada de 79 anos mostra com orgulho todo o reciclável recolhido por ela em uma semana. (foto: Carolina Piazentin)

 

Apesar de ser uma importante prática sustentável, é comum na cidade de Capivari se deparar com lixo orgânico e lixo reciclável em um mesmo saco plástico em frente as casas. A coletora de reciclagem Joaquina Tavares da Silva, lamenta a falta de conhecimento das pessoas em prol do meio ambiente. Ela ainda afirma que foi essa prática que ajuda sua família todo mês há cerca de 10 anos.

A aposentada não conseguia manter-se estável financeiramente quando se aposentou. Tentou fazer sabão para vender, mas desistiu pela química no processo e pela dificuldade. Logo depois, decidiu recolher reciclagem. Hoje, coleta todo tipo de reciclável (papel, plástico, vidro) e o caminhão da empresa particular em que ela vende o material passa em sua casa toda semana para buscá-lo. O motorista Gilvan trabalha para a empresa há quatro anos e busca recicláveis em diversos municípios como Capivari, Rafard, Elias Fausto, Rio das Pedras, Indaiatuba, Tietê e Cerquilho. Após recolher todo o material, ele é levado para a empresa onde ocorre a separação e, posteriormente, a distribuição em matéria-prima.

Em janeiro desse ano, a cooperativa de reciclagem do município fechou. Os moradores que já separavam o reciclável precisaram encontrar outro lugar para deixá-lo ou simplesmente parar de separar e levar tudo ao lixo.

Maria Carolina Melo, aposentada e moradora de Capivari, é uma das pessoas que levam o reciclável à Joaquina. A moradora lamenta o fechamento da cooperativa e a perda dos empregos das pessoas que dependiam dela para o sustento e afirma: “Com a cooperativa era mais prático para as pessoas manterem o costume de reciclar. Agora jogam em qualquer lugar ou junto ao lixo.” Ela diz praticar esse hábito há mais de uma década com o objetivo, segundo ela, de retirar do meio ambiente materiais que demoram para se decompor. Ela completa dizendo que falta uma postura mais rígida dos orgãos públicos e mais consciência nas pessoas. “As secretarias do Meio Ambiente deveriam trabalhar mais, seja com palestras, panfletos, ou nas rádios, sobre a importância de separar esses materiais.” Finaliza pedindo uma posição mais eficiente das escolas no trabalho de conscientização dessa prática sustentável.

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Carolina Piazentin

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