Reforma da Avenida Brasil de Americana permanece incompleta e mesmo assim é um incentivo para a prática esportiva

O número de pessoas que caminham e correm na Avenida Brasil de Americana aumentou após a reforma, apesar de ainda não estar totalmente finalizada. O passeio aumentou de tamanho, o espaço para se exercitar ficou bem melhor do que antes e os praticantes se sentem mais livres, pois antes da reforma a área era muito estreita. Entretanto, a ciclovia que está no projeto inicial da reforma ainda não foi construída.
Muitas pessoas começaram a caminhar na avenida, e uma delas é a representante comercial, Denise Travagla, 57. Inicialmente, ela caminhava em seu bairro, mas sua cardiologista disse para se exercitar em algum lugar plano, e “como ficou uma avenida plana maravilhosa, então eu caminho aqui todos os dias”.
A professora de biologia, Rachel Campos, caminha na avenida há mais ou menos 15 anos, pois “é um lugar agradável” e de fácil acesso. “É uma forma de praticar esportes e também de lazer”, afirmou. “Ficou um lugar mais agradável para se praticar esportes”.
O aposentado Dirceu Sidnei Trevisan, 59, frequenta a avenida bem antes de ter começado a reforma, e além de caminhar e correr, também pratica o ciclismo. “Eu vinha antes também” e “eu ando na cidade toda”, completou Trevisan.
Trevisan vem pedalar na avenida para manter a forma física, distrair um pouco a mente e “dar uma agilizada no corpo”. Para ele, a reforma foi muito boa e melhorou bastante, comparado ao que estava antes.

Exercícios na Avenida Brasil - Foto: Alexandre R. Fonseca

Denise já diz que “a avenida ficou ótima” e que “a gente se sente bem nesse ambiente”. Para ela, os benefícios adquiridos com a reforma foram: o bem estar e os exercícios. A motivação para se exercitar é a de que “na minha idade eu preciso de uma atividade física”, então ela faz caminhada em dias alternados e hidroginástica no restante dos dias.
Rachel também disse que a reforma ficou muito boa, e é motivada com a intenção de ter uma melhor qualidade de vida. Ela “acha que algumas coisas poderiam ter sido diferentes”, podendo ter melhorado, “mas não da forma como foi”, “por exemplo, essa iluminação foi um pouco exagerada” e “está perigoso para se caminhar aqui”, pois falta colocar as grades no restante da avenida.

A diferença que a Ciclovia faria

Ainda falta sinalização para pedestres e a ciclovia, pois segundo Rachel, “tinha uma ciclovia muito precária, e o que tinha foi tirado” e ela também acha que além do espaço próprio para os ciclistas, “a avenida deveria também, pelo menos aos finais de semana, interditar uma das vias para somente bicicletas”.
Os ciclistas atrapalham a caminhada dos pedestres, pois acabam tendo de andar em cima da calçada, podendo causar acidentes e, pela ausência das grades, escorregarem e cair nas vias que corre a água das chuvas.
Como um dos ciclistas que frequentam o local, Trevisan disse que ainda falta um espaço próprio para eles na avenida e “espera que eles façam logo, porque para a gente que é ciclista” seria muito bom. Ele comentou que já teve problemas com carros, pois “o cara vem e fecha você, vem em cima e não obedece”, sobrando a única opção de andar na calçada, porque “ninguém respeita ninguém”, “alguns respeitam”.
Mostrando seu descontentamento, Denise contou que já levou susto com os ciclistas: “eles vem gritando e você tem que sair da frente se não você é atropelada”.
Explicando que essa é a única saída para não se deparar com os carros, Trevisan falou que “se você está aqui na calçada, geralmente o ciclista está errado”, “tem que dar preferência para os pedestres, então às vezes quando vem pedestre eu dou uma paradinha, espero ele passar e depois eu continuo”.
Apesar da falta da ciclovia, a qual é realmente necessária e faria uma grande diferença para quem frequenta a avenida, Trevisan concluiu dizendo que não tem preferência de localidade, mas “depois que reformou aqui, ficou mais gostoso né”.

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