Região da Carlos Botelho registra 13 homicídios de janeiro a outubro

B.O,uma das avenidas mais movimentadas de Piracicaba.. Foto: Natália Zanini.



Mais conhecida como “B.O”, devido aos incessantes boletins de ocorrências, a Av. Carlos Botelho, em Piracicaba, há muito tempo é palco de acidentes, brigas e até homicídios. Só este ano foram registrados 13 homicídios na região que compreende além da Avenida Carlos Botelho, a Avenida Brasil e a Avenida Centenário, segundo dados obtidos no 1° Distrito Policial.
Em um dos casos mais recentes, Nathan Giovinazzo Garcia, de 25 anos, e seu amigo Sergio Salvato Arthuzo, de 22 anos, foram baleados na avenida, na madrugada do dia 2 de outubro, por outro jovem Gabriel Fernando Pinto, de 24 anos. Ele os ameaçou, pedindo aos dois amigos que saíssem do local onde o automóvel deles estava estacionado, porque ali era o lugar onde ele costumava estacionar. Os dois amigos se recusaram a sair e se formou uma confusão. Nathan foi morto com um tiro na cabeça e seu amigo Sergio foi baleado no braço, mas passa bem.
A assessoria de imprensa do 10° batalhão da Polícia Militar de Piracicaba informou que são realizados constantemente bloqueios policiais para a localizar armas drogas e prender criminosos. Todo o final de semana há previsão de operações para a região, em especial a Direção Segura, que visa identificar motoristas embriagados.
“À Polícia Militar compete a polícia ostensiva, e não pode ser bem executada em um lugar onde a desordem urbana fermenta todo o tipo de irregularidade, porém mesmo assim executamos o nosso trabalho da melhor maneira possível”, informou a assessoria de imprensa da PM.
O gerente de um dos bares da avenida, que não quis se identificar, disse que ele e outros funcionários já presenciaram muita violência e sofreram várias ameaças, sendo uma delas até de morte por não fornecer bebidas alcoólicas a menores. “É raro quando a Polícia age no local, e quando faz é porque alguém liga para o 190 informando de briga ou nos casos mais graves mortes, mas nunca vejo patrulhamento, e olha que trabalho aqui faz 5 anos. A gente sente muito medo , temo pela minha vida, e pela vida de inocentes”, disse o gerente.
Paulo Henrrique Satén, frequentador da avenida há 10 anos, falou que o lugar em si não representa riscos, e que o problema é essa “juventude mal formada” que vai ao local já com a intenção de causar brigas, usar drogas, roubar e acabam matando por nada. “Eu sempre frequento os barzinhos com os amigos, porque é um momento de diversão pra mim, mas nestes últimos anos está ficando cada vez mais difícil ter um momento de lazer, por conta da insegurança”, completou Satén.

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