São Pedro passa por novo racionamento de água

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O racionamento de água em São Pedro ainda é um grande problema. A Saaesp (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Pedro) anunciou o início do racionamento no dia19 de outubro. Antes disso, o diretor Sergio Patrício havia informado que não havia cortes no abastecimento desde novembro de 2014. Em contradição, muito moradores já reclamavam da falta de água.

Um dos moradores do bairro Horto Florestal, Fernando Calça, afirmou que “está faltando água em casa sim, começa na parte da manhã e só volta a água em torno das 20h, é um absurdo”.  Regina C. Souza, moradora do bairro Santa Cruz, informou que “a falta de água começa lá pelas 10h, atrapalhando as atividades domesticas e só volta às das 21h. Teve um dia que voltou mais de 23h, atrapalhou toda nossa rotina”.

A falta de água está evidente. Foto: Regina Souza

A falta de água está evidente. Foto: Regina Souza

Patrício informou que as medidas tomadas para evitar o racionamento foram a transposição, novas adutoras e a conscientização da população.

Para o professor e doutor em geografia Alan Ribeiro, “é uma falta de planejamento ou realmente a crise veio e aconteceu, mas mesmo assim nós não podemos ficar messe do tempo, das condições climáticas, exige a necessidade de sempre o poder público planejar o crescimento da cidade, verificar da onde eu vou tirar água, até o meu reservatório aguenta?”

Priscila Fantato, assessora de impressa do prefeito, informou que a captação da água está localizada no bairro Samambaia, que foi reformada e ampliada.

Um dos motivos que também causam o corte, é quando a adutora que abastece a cidade, se rompe. Em julho desse ano, a tubulação se rompeu duas vezes em menos de dois dias, deixando 70% da população sem água. Em agosto, começou a construção de uma nova adutora, o que provocou a falta de água em 41 bairros da cidade.

Tubulação se rompe duas vezes em menos de dois dias. Foto: Adamiro Borrowisky

Tubulação se rompe duas vezes em menos de dois dias. Foto: Folha de São Pedro

 

Ribeiro apontou que “pode-se tirar por base o próprio estado de São Paulo e a cidade de São Paulo e da dependência do sistema da Cantareira, então acredito que tudo é uma questão de reflexo. São Paulo está padecendo hoje por falta de planejamento do governo do estado, do governo e da prefeitura então em cima disso entendo que é reflexo se a capital padece disso, isso reflete evidentemente nos municípios pequenos”.

O que os moradores mais reclamam é a falta de respeito com eles, “nunca tem água, mas todo dia 10 chega a conta para pagar”, diz a moradora há 10 anos no bairro Recanto das Águas. A população se pergunta para que estão fazendo outra adutora se ainda existe o problema da falta de água.

 

 

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Ana Paula Veronezi

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